Decidindo a prova na corrida, Fernando Toldi vence em casa, enquanto a estadunidense Rachel Olson conquista sua primeira vitória no Brasil, em uma prova marcada pela chuva na Cidade Universitária

O domingo chuvoso em São Paulo tornou o IRONMAN 70.3 São Paulo ainda mais desafiador. Em condições adversas, com frio e chuva, Fernando Toldi e Rachel Olson foram os vencedores da categoria profissional na sexta edição da prova, realizada na Cidade Universitária.
Com o melhor tempo na natação, o chileno Vicente Trewhela foi o primeiro a deixar as águas da Raia Olímpica e entrar na transição para a bicicleta. Décimo a completar a natação, Reinaldo Colucci fez uma rápida transição, não poupou esforços nos 90 km de ciclismo e registrou o melhor tempo, com 2h04min37s. O brasileiro entrou na transição com dois minutos de vantagem sobre um dos favoritos, o argentino Luciano Taccone.
Colucci iniciou a corrida na liderança e conseguiu ampliar a vantagem, mas Toldi começou a reduzir a diferença com uma corrida mais consistente. A reação levou o brasileiro à ponta no último terço da prova, quando abriu mais de um minuto sobre o grupo que disputava as demais posições do pódio, formado por André Lopes, Colucci e Yago Alves.
“Fiz uma natação muito boa, até me surpreendi de sair no primeiro grupo, em terceiro. Mantive-me na ponta no ciclismo, mas o Reinaldo assumiu a liderança e abriu um gap considerável. Consegui fazer uma corrida muito boa, muito constante, e buscar a primeira colocação na última volta. Estou muito contente com essa vitória”, destacou Toldi.
Vencedor da etapa de São Paulo do Circuito IRONMAN 70.3, Toldi também avaliou as condições climáticas encontradas pelos triatletas. Apesar de a chuva tornar alguns trechos do ciclismo mais delicados, especialmente nas curvas, o vencedor considerou que a temperatura mais baixa favoreceu seu desempenho na corrida.
“O clima mais fresco ajuda. Os tempos são mais baixos. Atrapalha um pouco mais no ciclismo, nos contornos, porque fica um pouco mais liso, mas, no geral, deixa a prova um pouco mais rápida. Considero que foi bom”, explicou.
A ultrapassagem decisiva aconteceu já na parte final da meia maratona. “Lá pelo quilômetro 15 eu já via que estava muito próximo. No 17, encostei e depois fui ampliando a vantagem. Foi uma prova muito boa”, completou o vencedor da etapa paulista de 2026.
Rachel Olson conquista primeira vitória no Brasil
Na prova feminina, Rachel Olson mostrou desde a natação que seria uma das principais candidatas à vitória. A estadunidense foi a primeira a sair da água e manteve a liderança durante o ciclismo. Mariana Andrade, que perdeu 3min20s para Rachel na natação, fez um forte pedal – com o melhor tempo do dia – e conseguiu reduzir a diferença, mas chegou à segunda transição ainda 2min19s atrás da norte-americana.
Na corrida, porém, Olson voltou a ampliar a vantagem. Com ritmo mais forte, abriu mais 6min49s sobre Mariana na meia maratona e confirmou a vitória de ponta a ponta, com o tempo de 4h23min54s, conquistando sua primeira vitória no Brasil.
Mariana Andrade terminou na segunda colocação, com 4h33min18s, a 9min24s da vencedora. Apesar do excelente desempenho no ciclismo, a brasileira não conseguiu sustentar o mesmo ritmo na corrida.

Olson venceu de ponta a ponta e conquistou sua primeira vitória no Brasil, com o tempo de 4h23min54s.
“Foi uma natação difícil, mas forcei bastante na bicicleta e fiz uma corrida incrível. Vencer aqui parece surreal; este é o meu segundo lar. O público e todo o apoio foram incríveis, tornaram o dia inesquecível. Fiquei emocionada por vencer em São Paulo e quero voltar em 2027 e repetir o feito”, destacou a triatleta, casada com André Lopes, segundo colocado na prova masculina — um resultado especial e até então inédito para o casal.
Mariana Andrade terminou na segunda colocação. Apesar do excelente desempenho no ciclismo, a brasileira perdeu terreno na corrida e terminou 9min24s atrás da vencedora.
“Saí atrás na água e nadei praticamente sozinha. Nem sabia quantas atletas estavam na minha frente. No início da bike, tentei forçar bastante porque queria diminuir a diferença para a Rachel. Cheguei a ficar a menos de um minuto dela, mas, nos últimos 30 quilômetros, ela começou a abrir novamente, principalmente na parte final. Então pensei: vou manter um ritmo firme para garantir uma boa corrida. Só que essa força inicial na bike acabou comprometendo um pouco e saí bem quebrada para correr”, afirmou Mariana.
“Na corrida, a Rachel já tinha aberto uma diferença boa. Além disso, terminei a bike sentindo uma ameaça de cãibra, então fiz uma primeira volta mais conservadora. Depois fui me hidratando, melhorando e consegui fazer uma corrida progressiva. Estou muito feliz por conseguir garantir o segundo lugar”, finalizou a brasileira.
IRONMAN 70.3 SÃO PAULO
1,9 km 🏊| 90 km 🚴 | 21,1 km 🏃
Profissional masculina
1. Fernando Toldi 🇧🇷 – 🏊 22m59s – T1 2m32s – 🚴 2h08m20s – T2 1m06s – 🏃 1h13m26s – 3h48m21s
2.André Lopes 🇧🇷 – 🏊 23m31s – T1 2m26s – 🚴 2h07m58s – T2 1m18s – 🏃 1h14m35s – 3h49m46s +1m25s
3. Reinaldo Colucci 🇧🇷 – 🏊 23m36s – T1 2m18s – 🚴 2h04m37s – T2 1m03s – 🏃 1h18m40s – 3h50s13 +1m52s
Profissional feminina
1. Rachel Olson 🇺🇸 – 🏊 25m28s – T1 2m58s – 🚴 2h24m42 – T2 1m24s – 🏃 1h29m24s- 4h23m54s
2. Mariana Andrade 🇧🇷 – 🏊 28m48s – T1 2m56s – 🚴 2h23m41s – T2 1m42s – 🏃 1h36m13s – 4h33m18s +9m24s
3. Luma Guillen 🇧🇷 – 🏊 25m49s – T1 2m49s – 🚴 2h35m14s – T2 1m52s – 🏃 1h30m38s – 4h36m31s +12m37s
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara