TOUR DE FRANCE E TOUR FEMMES 2027: LARGADAS NA GRÃ-BRETANHA E FINAIS DECISIVOS NAS MONTANHAS

Tour de France 2027  terá 3.479 km, dois contrarrelógios individuais e decisões nos Alpes e nos Pireneus; no feminino, disputa de nove etapas termina no alto do Puy de Dôme

Christian Prudhomme apresenta o percurso do 114º Tour de France – foto: ASO/Maxime Delobel

O Tour de France e o Tour de France Femmes avec Zwift terão percursos com largadas na Grã-Bretanha e finais marcados por desafios de montanha em 2027. Apresentados nesta quinta-feira (22/10), em Paris, os trajetos reservam 3.479 km para a prova masculina, entre Edimburgo e Paris, de 2 a 25 de julho, enquanto a competição feminina será disputada de 30 de julho a 7 de agosto, com início em Leeds e chegada no alto do Puy de Dôme, na região francesa de Auvergne.

No Tour masculino, a largada mais ao norte da história da prova levará o pelotão pela Escócia, Inglaterra e País de Gales antes da travessia do Canal da Mancha e do retorno à França pela Normandia. O percurso combina oportunidades para velocistas e puncheurs atacantes com dois contrarrelógios individuais, que somam 71 km, e uma sequência de etapas de montanha que poderá definir a classificação geral.

A distância total dos contrarrelógios faz da edição de 2027 a mais exigente nesse formato desde 2012. A primeira prova será entre Blois e Chambord, na sétima etapa; a segunda, em Toulouse, está programada para a 16ª etapa. Os dois desafios individuais contra o cronômetro poderão ter peso importante na disputa pela camisa amarela antes das etapas decisivas de montanha.

Alpes e Pireneus concentram os desafios finais

Depois de uma primeira semana por terrenos variados, o Tour entra em uma sequência de etapas que favorece ataques e mudanças na classificação. A subida ao Signal d’Uchon e a chegada a Le Creusot, na oitava etapa, antecedem a jornada que termina no alto do Grand Colombier, após as passagens pelo Col du Berthiand e pelo Col de Richemond.

Na 10ª etapa, o pelotão enfrentará duas subidas à Côte de Domancy antes da chegada a Sallanches. No dia seguinte, 14 de julho, feriado nacional francês, a disputa passa pelo Col du Pré e pela Montée de Bisanne antes de terminar em Les Saisies, que receberá o Tour pela primeira vez.

A etapa entre Montpellier e Mende, na 14ª jornada, também poderá abrir espaço para ataques, com 4.300 metros de desnível acumulado e chegada após a subida à Côte de La Croix Neuve. Já nos Pireneus, a 18ª etapa reunirá pela primeira vez o Col du Tourmalet, a 2.115 metros de altitude, e o Col du Portet, a 2.215 metros, além das passagens pelo Col du Soulor e pela Hourquette d’Ancizan.

A última etapa de montanha será disputada no dia seguinte, no País Basco, com a subida ao Col de Marie-Blanque antes da chegada a Laruns. A sequência promete ser determinante para a definição da classificação geral.

O percurso também oferece oportunidades aos velocistas, com chegadas previstas em Angers, Valence, Montpellier, Pau e Libourne. A etapa entre Albi e Rodez, por outro lado, favorece uma fuga, enquanto a tradicional chegada a Paris terá novamente o circuito de Montmartre como obstáculo antes da disputa final nos Champs-Élysées.

Tour Femmes termina no Puy de Dôme

A sexta edição do Tour de France Femmes começa em Leeds, na Inglaterra, e cruza o Canal da Mancha para seguir em direção ao sul até a região francesa de Auvergne.  A corrida terá nove etapas, com a classificação geral em aberto até a chegada ao alto do Puy de Dôme, na última jornada, em 7 de agosto.

As duas primeiras etapas, entre Leeds e Manchester e entre Manchester e Sheffield, percorrem o terreno ondulado de Yorkshire, favorável a ataques e mudanças na classificação. Na terceira etapa, Londres será o cenário do primeiro contrarrelógio por equipes da história da prova feminina.

Depois do retorno à França, as etapas de Calais e Magnanville combinam oportunidades para fugas e dificuldades nos trechos finais. Bourges poderá favorecer as velocistas, enquanto La Loge des Gardes, na sétima etapa, deverá selecionar as escaladoras. A oitava jornada terá seis subidas antes da chegada a Clermont-Ferrand.

A decisão ficará para a nona etapa, quando o pelotão enfrentará a subida final ao Puy de Dôme. O percurso coloca as escaladoras em evidência na reta final, mas as etapas anteriores também poderão provocar diferenças importantes na classificação.

Demi Vollering estará entre os nomes a observar, com a possibilidade de buscar uma terceira vitória consecutiva. Para isso, terá de enfrentar adversárias em um percurso que oferece oportunidades para diferentes perfis de ciclistas, desde as especialistas em fugas até as escaladoras mais fortes.

Castelli volta a vestir o Tour

A apresentação dos percursos também marcou oficialmente o retorno da italiana Castelli como fornecedora das camisas de classificação do Tour de France. A marca volta à prova após ter vestido, entre 1989 e 1994, nomes como Greg LeMond, Miguel Indurain, Sean Kelly e Claudio Chiappucci.

Apresentação das camisas de líderes do TdF – foto: ASO/Laure Boutiot

O acordo tem duração de seis anos e abrange 27 eventos de ciclismo e cicloturismo esportivo, incluindo provas como a La Vuelta, a Paris–Nice e o Tour Auvergne-Rhône-Alpes, além de clássicas como Paris–Roubaix e Liège–Bastogne–Liège. A parceria também inclui coleções técnicas para as provas amadoras L’Étape du Tour de France e L’Étape du Tour de France Femmes.

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Aos 19 anos, Asa Vermette faz história em sua temporada de estreia, com duas vitórias e muita regularidade para conquistar a classificação geral, enquanto Roger Vieira termina a final masculina em 23º e fecha o campeonato na 30ª posição. Valentina Höll conquista em 2026 seu quinto título geral na Elite feminina da Copa do Mundo de Downhill

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