Djenyfer Arnold domina de ponta a ponta o 70.3 da capital federal, vence com tempo de 3h53s e a brasileira se junta às triatletas com os melhores tempos para a distância; entre os homens, vitória do argentino Luciano Taccone, com o brasileiro André Lopes em terceiro

A brasileira Djenyfer Arnold confirmou o favoritismo e escreveu mais um capítulo marcante no triatlo nacional ao conquistar o bicampeonato do Nubank Ultravioleta IronMan 70.3 Brasília (2025/26) com um tempo abaixo das 4 horas.
Com uma atuação dominante do início ao fim, a triatleta cruzou a linha de chegada com o tempo de 3h55min41s, registrando a quarta melhor marca feminina do mundo na distância e a melhor nos 20 anos do circuito IronMan 70.3 no país, consolidando sua posição entre os principais nomes da modalidade atualmente.
A prova, disputada em Brasília, teve ritmo intenso desde a largada. Djenyfer mostrou consistência nas três modalidades — natação, ciclismo e corrida —, mantendo a liderança durante toda a disputa e abrindo ampla vantagem sobre as adversárias. O desempenho reforça a evolução da triatleta, que já havia vencido a etapa brasiliense na temporada anterior, quando fez o percurso em 4h01min33s.

“Estou muito feliz com esse resultado. Acho que comecei o ano realmente com o pé direito. Fui desafiada a fazer abaixo das quatro horas, além de colocarem em dúvida meu ciclismo. Fui dormir pensando nisso e decidi que entregaria o meu melhor na bike. Não sei se consegui exatamente o que queria, mas posso afirmar que dei tudo de mim. Acredito que fiz uma prova muito forte, com uma vantagem excelente”, afirmou a triatleta.
Djenyfer destacou, ainda, o alto nível técnico da etapa. “No ciclismo, o percurso dificulta bastante a noção de distância para as adversárias, então é complicado se situar. Em alguns momentos, senti uma queda de ritmo, mas comecei a me motivar e a me cobrar, repetindo para mim mesma que precisava manter o foco e provar o meu nível. Já na corrida, procurei me concentrar na minha passada e em controlar a respiração, tentando relaxar o máximo possível até o fim”, completou.
Taccone vence mais uma vez no Brasil
Na categoria Pro masculina, o destaque ficou para o argentino Luciano Taccone, que protagonizou uma prova de alto nível técnico e bastante disputada ao longo das três modalidades. Com uma troca de líderes em cada modalidade, o mais rápido na natação foi Diogo Villarinho; na fase do ciclismo, o primeiro a entregar a bicicleta foi o português Filipe Azevedo; Taccone fez a corrida mais rápida para construir sua vitória.

Conhecido por sua força no ciclismo e regularidade na corrida, o argentino, confirmou o bom momento no circuito internacional e garantiu o topo do pódio mais uma vez no Brasil, repetindo o protagonismo já demonstrado em etapas anteriores. O triatleta ressaltou que a conquista foi difícil.
“Foi uma prova muito dura desde o início. Na natação, não me senti tão confortável. Consegui sair no grupo da frente, mas gostaria de ter saído com mais fôlego e força nas pernas para tentar acompanhar o Filipe, que eu já sabia que iria impor um ritmo muito forte. Trabalhamos bastante no grupo com o André Santos e o Igor Amorelli, mas não havia muito o que fazer — ele estava realmente muito forte. Eu também sabia que o atleta suíço vinha atrás, o que poderia representar uma segunda oportunidade para tentarmos nos aproximar. Depois, foi confiar na minha corrida, que sei que está em um nível muito bom. Ainda assim, foi uma prova extremamente exigente. Brasília é dura — o clima pesa, o percurso é difícil. No fim, foi preciso colocar muita garra e coração para conseguir completar”, afirmou.

O melhor brasileiro na etapa da capital federal foi André Lopes, terminou com a terceiro colocação, e também destacou a grande disputa pela vitória, ressaltando a importância do resultado no país. “A recompensa veio. Sempre vem para quem não desiste. Esporte é consistência e exige uma cabeça muito forte. Se não estiver 100% mentalmente, fica difícil. A natação foi tranquila, a bike encaixou bem, o suíço pedalou muito e mostrou sua força. No final, tive que dar tudo na corrida para garantir um lugar no pódio”, declarou o atleta, nascido nos Estados Unidos, mas que viveu por muitos anos no Brasil.
Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Brasília
Pro Masculina
1- Luciano Taccone 🇦🇷 – 🏊♂️25m04s – T1|54s -🚴♂️1h57s10 – T2|1m31s – 🏃♂️1h14m51s – 3h39m30s
2- Filipe Azevedo🇵🇹 – 🏊♂️24m56s – T1|42s – 🚴♂️1h56s06s – T2|1h32s – 🏃♂️1h17m49s – 3h41m05s
3- André Lopes🇧🇷 – 🏊♂️24m58s – T1|49s – 🚴♂️1h58m11s – T2|1m36s – 🏃♂️1h16m54s – 3h42m28s

Pro Feminina
1- Djenyfer Arnold 🇧🇷 – 🏊♀️25m45s – T1|52s – 🚴♀️2h10m41s – T2|1m40s – 🏃♀️1h16m43s – 3h55m41s –
2- Romina Biagioli🇦🇷 – 🏊♀️27m49s – T1|54s – 🚴♀️2h18m36s – T2|1m40s – 🏃♀️1h26m11s – 4h15m10s
3- Sarah Schönfelder 🇩🇪 – 🏊♀️33m58s – T1|1m08s – 🚴♀️2h10m45s – T2|2m0s – 🏃♀️1h31m22s – 4h19m15s
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara