As principais equipes de formação do pelotão internacional – Sub23 – se encontrarão na Itália para a disputa do Giro Next Gen. Com 8 etapas, distribuídas em 1.088,2 km e uma altimetria acumulada de 14.850 carrega muito da tradição da grande volta italiana. Entre os destaques da categoria está brasileiro Henrique Bravo

No próximo domingo 14 de junho, parte das atenções do público do ciclismo de estrada e dos meios especializados se voltam para o Giro Next Gen – a grande volta italiana que também era conhecida por Baby Giro – dedicada aos melhores talentos Sub-23 e onde esses novos valores são postos à prova antes da sua promoção ao pelotão World Tour.

Foi nesta corrida que nomes como Moser (1971), Battaglin (1972), Baronchelli (1973), Corti (1977), Belli (1990), Casagrande (1991), Pantani (1992) e Simoni (1993), Pidcock (2020), Ayuso (2021), Hayter(2022) começaram a escrever sua história.
As novas gerações disputam o troféu Frecia Dorata – Uma flecha dourada ascendente, que aponta para o futuro. Para os organizadores é o Este é o primeiro grande passo rumo ao infinito, em alusão ao troféu Trofeo Senza Fine entregue aos vencedores do Giro.

Um pelotão de 162 ciclistas, distribuídos em 27 equipes com 6 ciclistas cada, começara a prova em Reggio Calabria para terminar após oito etapas 1.088,2 km e uma altimetria acumulada de 14.850 metros no dia 21 de junho em L’Aquila com a disputa de uma contrarrelógio individual. Entre a lista de inscritos, destacam-se o italiano, campeão mundial Junior em Zurich’2024 e Sub23 em Kigali’2025, Lorenzo Mark Finn, o francês Aubin Sparfel, os belgas Matisse Van Kerckhove e Matteo Vanhuffel, e o brasileiro Henrique Bravo.
Favoritos à Maglia Rosa
Correndo em casa e com a força da camisa arco-íris voltando a disputar o Giro Next Gen, 20 anos depois do ucraniano Dmytro Grabovskyy, Lorenzo Mark Finn, da Red Bull–Bora Hansgrohe Rookies é um dos principais favoritos à vitória geral.
Entre seus principais rivais estão o brasileiro Henrique Bravo da Soudal Quick-Step Devo que vai motivado pela conquista do Oberösterreich Rundfahrt no último final de semana e em março do Tour de Antalya, seu desempenho tem atraído os olhares atentos da mídia especializada internacional.
A eles se somam a dupla da Bahrain Development Team, o finlandês Kasper Borremans e o polonês Jan Jackowiak; o holandês Daan Dijkman, vencedor da Liège-Bastogne-Liège Sub-23; o francês Remi Daumas, que impressionou no Ronde de l’Isard; o belga Kamiel Eeman, vencedor da Course de la Paix; e seu compatriota Matisse Van Kerckhove, que conquistou a vitória no Alpes Isère Tour.
A lista de inscritos inclui também, além de Finn, outros dois ciclistas que terminaram entre o top10 da edição de 2025: o belga Matteo Vanhuffel (8º) e o italiano Matteo Scalco (9º).
Caçando etapas
O percurso de 2026 também oferece inúmeras oportunidades para ciclistas que não estão focados na classificação geral, mas sim em vitórias de etapa.
Após conquistar a classificação por pontos em 2025, Aubin Sparfel retorna ao Giro Next Gen. O francês da Decathlon CMA CGM Development Team já venceu duas etapas no Tour de Bretagne e buscará o pódio em uma das etapas onduladas do programa.
Também estão confirmados na largada os vencedores de etapas de 2025, os irlandêses Adam Rafferty que venceu a 5ª etapa de Fiorenzuola D’Arda>Gavi e Seth Dunwoody, vencedor da 4ª etapa Manerbio>Salsomaggiore Terme.
A lista dos ciclistas mais rápidos é liderada pelo italiano Davide Donati, vencedor da Paris-Roubaix Sub-23. Além do ciclista da Red Bull Rookies, está o dinamarquês Patrick Frydkjaer, os italianos Mirko Bozzola e Davide Stella, o belga Aldo Taillieu e o norueguês Halvor Dolven também são esperados para brigar pelas chegadas em sprint. Entre os ciclistas de estrada adaptados a terrenos mistos, as atenções se voltam para o norueguês Jesper Stiansen, o belga Jasper Schoofs, o polonês Patryk Goszczurny, os australianos Jack Ward e Cameron Rogers e os italianos Mattia Negrente , Tommaso Bambagioni e Riccardo Lorello que se destaca também por ser um grande patinador da velocidade no gelo (5000m) com o vice-campeonato europeu deste ano na Polônia e medalha de bronze nos Jogos de Inverno de Milano-Cortina’2026
Sem TV para o Brasil
O Giro Next Gen tem uma transmissão que praticamente cobre todos os continentes, porém como vem acontecendo recentemente o Brasil está de fora dessa distribuição pois os direitos da prova para a América do Sul estão com a DirecTV e esta não disponibiliza mais as imagens da modalidade desde que encerrou as transmissões pelo cana DSport.
Giro Next Gen 2026
14/06 Etapa 1 – Reggio Calabria>Vibo Valentia – 168 Km – 1.200m de altimetria acumulada📈

A etapa tem um perfil ondulado. Começando em Reggio Calabria e seguindo a costa jônica até Locri, o percurso passa pelo principal obstáculo topográfico do dia — o Valico della Limina (atravessando um túnel), e depois continua pela planície de Gioia Tauro. No final, o percurso sobe e desce, passando por Mileto antes da chegada em Vibo Valentia. Os quilômetros finais são ligeiramente em descida.
15/06 Etapa 2 – Tropea>Crotone – 154 Km 900 m📈

Uma etapa predominantemente plana que liga as costas do Mar Tirreno e do Mar Jônico, na Calábria. Após passar por Pizzo, os ciclistas sobem o curto pico de Marcellinara, onde será disputado o único prêmio de montanha do dia com subida significativa do dia, que conduz ao Lido de Catanzaro. Os quilómetros finais na aproximação a Crotone percorrem a costa, em terreno fácil, o que provavelmente levará a uma chegada em sprint, dia onde se favorecem os velocistas.
16/06 Etapa 3 – Sibari>Villa D’Agri di Marsicotevere 169 KM – 3.200m

A primeira etapa de montanha da corrida. Partindo de Sibari, o percurso sobe em direção ao Valico di Campotenese, através do maciço de Pollino. O pelotão seguirá então pelas constantes ondulações do interior. No desafiador final em direção a Villa d’Agri, com a subida para Viggiano a 15 km da chegada, terreno ideal para os primeiros confrontos entre os candidatos à classificação geral.
Os quilômetros finais são planos, em sua maioria em retas, com algumas curvas fechadas.
17/06 Etapa 4 – Matera>Corato (Molino Casillo), 152 Km – 1.100m

Percurso ondulado pelo planalto de Murge. Passando por Gravina in Puglia, o percurso segue em direção a Corato , onde os ciclistas entram em um circuito com duas passagens pelo Castel del Monte. Após a última descida é esperada um final a toda velocidade
18/06 Etapa 5 – Bacoli>-Bacoli – 134 Km – 1.400m📈

A etapa se desenrola inteiramente dentro dos Campi Flegrei, em um circuito caracterizado por constantes subidas e descidas.
Com seis passagens pelo Monte di Procida, com íngreme rampa de Mofete (15%) e as inúmeras variações de altitude tornam a prova particularmente exigente e tensa.
Os quilômetros finais começam com uma descida do Monte di Procida antes de se tornarem planos em estradas largas e, em sua maioria, retas.
19/06 Etapa 6 – Velletri-Subiaco>Monte Livata – 157 km – 3.500m📈

Uma etapa pelos Apeninos atravessando as regiões de Castelli Romani e Ciociaria. Passando por Fiuggi e pelo Altiplano de Arcinazzo, o percurso chega a Subiaco antes de enfrentar a subida final ao Monte Livata. A subida tem 16 km e um desnível de 986m , com uma inclinação média de 6,2%, porém apresenta um trecho muito íngreme – de até 15%- nos quilômetros iniciais.
20/06 Etapa 7 – Sulmona>Piana delle Mele (Guardiagrele) – 135 km – 3.200m📈
Uma etapa de montanha curta, mas altamente seletiva. Após a subida da Forcella di Acciano, a percurso passa pelo o Passo Lanciano, o principal desafio de escalada do dia. Um trecho técnico leva então à subida final a Piana delle Mele, onde se encontra a linha de chegada. O trecho íngreme da subida final tem 4 km de extensão com uma inclinação constante de cerca de 7%.
21/06 Etapa 8 – Villa Sant’Angelo>L’Aquila – Tudor CRI ⏱️ – 22.2 Km – 350m📈

A contrarrelógio individual na região de L’Aquila tem um perfil ondulado. O percurso alterna entre trechos rápidos e outros mais exigentes, caracterizados por constantes mudanças de ritmo.A parte final sobe gradualmente em direção ao centro de L’Aquila, onde a prova termina.
A 1,5 km do final, a estrada começa a subir. O último quilômetro tem uma inclinação média de cerca de 7%, com um declive máximo de 11% algumas centenas de metros antes da reta final de 400 metros. A 1,5 km da chegada, a estrada começa a subir. O último quilômetro tem uma inclinação média de cerca de 7%, com um declive máximo de 11% a algumas centenas de metros da reta final de 400 metros.
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara