A nova Invictus chega para impactar. Nova geometria da full suspension totalmente pensada para o XC com quadro de respostas mais rápidas, com soluções inteligentes e a busca pela praticidade. Com um projeto autoral, desenvolvido pela Sense em parceria com um estúdio canadense

A terceira geração da Invictus, a full suspension para XC da Sense, não é uma simples atualização ou ajustes feitos em cima de um modelo já existente. A marca desta vez partiu do zero no desenvolvimento de um novo quadro para atender desde o praticante extremo de cross country – aquele que leva a sério a modalidade, treina, compete. e encara os desafios cada vez mais exigentes da modalidade, mas também para quem busca uma bicicleta de respostas rápidas, que dê o prazer de evoluir por uma trilha.
Para chegar à nova Invictus G3 a Sense foi além do tradicional, onde a maioria dos fabricantes parte de catálogos abertos dos fabricantes na Ásia ou faz uma evolução ou ajustes em cima de um projeto já existente para adequá-lo às suas necessidades.
O caminho da marca mineira desta vez foi outro. Desenvolver o próprio projeto de um quadro para alta performance e para isso foi buscar uma das mais destacas empresas de engenharia de quadros, componentes e acessórios de alto desempenho para bicicletas, a canadense Faction Bike Studio, reconhecida no mercado por trabalhar para grandes marcas globais.

O projeto da Invictus G3 – uma XC full suspension – pensada e desenvolvida para o alto desempenho levou cerca de três anos – entre as muitas variáveis foram desenvolvidas cinco rodadas de protótipos, e exigindo um investimento pesado para criar um modelo que vai carregar o DNA da marca e pretende ser referência.
Com o projeto já finalizado, a Sense levou o quadro para ter sua rigidez testada por um dos mais conceituados laboratórios de teste de bicicletas e componentes – o Zedler – Institut für Fahrradtechnik und -Sicherheit GmbH – ou simplesmente Zedler Institut da Alemanha. Um claro sinal de que se buscou ir além de um simples teste, mas ter a certeza da segurança e do produto que será entregue aos ciclistas.
Nas trilhas o novo quadro foi duramente testado por Henrique Avancini e por Rubens Valeriano que destacam as rápidas respostas e o grande controle que ela oferece ao ciclista. Para Avancini: “A Invictus G3 entrega um controle de pilotagem imediato e representa o maior salto de qualidade e desenvolvimento que já observei em uma marca”, já Rubinho vê a possibilidade de evolução , ” Ter uma máquina desse nível, desenhada aqui e pensada para o nosso estilo de pilotagem, muda o jogo para o ciclismo brasileiro.”.
Signature Structural Layer — The Carbon X
A exemplo das estradeiras Racevox e Univox da co-irmã Swift, nova Invictus G3 também traz o blend proprietário de carbono Mitsubishi com filamentos HR40 e MR60H de alta densidade – The Carbon X – dispostas numa estrutura que reduz peso, mas onde é preciso oferecendo a máxima rigidez. A G3 recebe a sigla SSL – Signature Structural Layer – a assinatura SENSE para o topo do portfólio de performance.

Os cuidados no desenvolvimento e na produção, desde a laminação – ou layup – da fibra de carbono, passando pelas gancheiras, pelo headtube ou tubo de direção, e outras soluções embarcadas no quadro como a adoção do sistema de compartimento Fidlock onde é possível carregar pequenos objetos , ou a escolha da adoção do movimento central T47 em lugar do BSA/PF30 a G3 traz em sua construção uma decisão autoral, um projeto com personalidade.
O quadro da Invictus G3, sem o shock – amortecedor traseiro – pesa 1.420g (103 g a menos que a G2), tem um ganho de +31,6% na rigidez do headtube ou tubo de direção – em comparação ao modelo G2 – e cinemática de suspensão calibrada para anti-squat de 95–100%.
E vale o comparativo com a antecessora, na G2 o anti-squat – o quanto a suspensão resiste a afundar ao aplicar a força nos pedais – tinha como valor inicial de aproximadamente 41%, mostrando que a bike tinha uma suspensão muito ativa, com ótima absorção, mas revelando uma perda de eficiência ao pedalar.
A nova Invictus G3 que traz uma cinemática totalmente reformulada, o anti-squad começa entre 95 e 100%, e no curso mais profundo do shock pode cair progressivamente até 72-78%. Números que se traduzem em um melhor desempenho da pedalada, menor perda de força e com isso menor fadiga pois a bicicleta se mantém firme ao pedalar, e quando o terreno exige a suspensão libera o movimento de forma gradual, mantendo a estabilidade e fazendo sua função de absorver o impacto.

O roteamento interno do cabo do shock lockout (ou bloqueio do amortecedor traseiro) liga o amortecedor ao comando do guidão pelo trajeto mais direto possível. Essa configuração garante à Invictus G3 um dos visuais mais limpos e elegantes do mercado, além de proteger todo o mecanismo de travamento contra sujeira e detritos.
Porém no quesito roteamento de cabos, a marca escutou os mecânicos (a respeito da dificuldade de manutenção) não passou os cabos do câmbio traseiro, freio traseiro e canote retrátil pelo tubo da caixa de direção; a passagem é pelo tudo inferior e pelo triângulo traseiro, sem desgastes ou movimentos que podem trazer problemas futuros – de fábrica ela sai para quem quer a praticidade na manutenção com o cabeamento externo de freios.
A Invictus G3 chega as lojas em três versões – compartilhando o mesmo quadro e com diferenças nos componentes, e rodas – todas utilizam garfos de suspensão com curso de 120mm

EVO SSL: Garfo de Suspensão RockShox Sid Select Charger RL 120mm | amortecedor-shock Rock Shox SidLuxe Slect+ SoloAir | componentes – freios- câmbio – trocadores Deore XT Di2 | rodas Mavic liga leve |pneus Michelin Jet XC2Racing Line TS TLR 29×2.35 | câmaras de ar: Chaoyang 29×2.25/2.50 | canote- guidão-suporte de guidão Sentec – R$ 42.990

R1 SSL: Garfo de Suspensão Fox 34 Float SL Series – 120 mm | amortecedor-shock Fox Float SL Factory Series – SV EVO – SLR | componentes – freios- câmbio – trocadores Shimano XTR Di2 | rodas Mavic Crossmax S Carbon | pneus Michelin Jet XC2Racing Line TS TLR 29×2.35 | câmaras de ar: Chaoyang 29×2.25/2.50 | guidão FSA KFX Flat Carbon ICR | suporte de guidão FSA KFX Carbon | selim Sentec 3D cushion | canote de selim Fox Transfer SL Factory Series – R$ 69.990

G3 Black Edition SSL: RockShox Sid Ultimate Flight Attendant 120mm | amortecedor RockShox Sid Ultimate Flight Attendant | freios Sram Motive V2 Ultimate 4 pistões | trocadores Sram AXS Pod | câmbio traseiro Sram XX Eagle AXS T-Type | pedivela Sram XX Eagle com medidor de potência | rodas Mavic Crossmax S Carbon | pneus Michelin Jet XC2Racing Line TS TLR 29×2.35 | câmaras de ar: Chaoyang 29×2.25/2.50 | guidão FSA KFX SiC ICR integrado carbono | selim Sentec 3D cushion | canote de selim RockShox Reverb AXS – R$ 79.990
A EVOLUÇÃO PELA ENGENHARIA
A nova Invictus G3 não é uma evolução da segunda geração, mas uma bicicleta totalmente diferente, resultado de um novo projeto totalmente pensado para dar ao ciclista uma bicicleta mais rápida, responsiva com respostas reais que reflitam em seu desempenho. A tabela abaixo apresenta evolução e seu impacto
| ESPECIFICAÇÃO | INVICTUS G2 | INVICTUS G3 |
| Peso do Quadro (sem shock) | ~1.590g | 1.420g (−11%) |
| Rigidez do Headtube | Baseline | +31,6% |
| Anti-squat | ~85% | 95–100% |
| Layup de Carbono | Padrão de fornecedor | SSL – The X Carbon – Mitsubish Special Fiber Blend |
| Movimento Central | BSA / PF30 | T47 (rosqueado) |
| Dropout | Padrão dedicado | UDH (Universal Derailleur Hanger) |
| Stack Headtube | Stack convencional | Zero Stack |
| Porta Caramanhola | Suporte convencional | CID by Fidlock© |
| Stack (mm) | 608,6 | 610,1 +1,5 — posicionamento equilibrado |
| Reach (mm) | 435 | 445 + 10mm — cockpit mais longo, mais controle |
| Top Tube (mm) | 600 | 587,2 −12,8mm — ajuste do seat tube mais vertical |
| Ângulo do tubo do Selim | 75° | 76,8° +1,8° — mais eficiência em subidas |
| ângulo do Head Tube | 67° | 66,5° −0,5° — mais estabilidade em descidas |
| BB Drop (mm) | 45 | 50 +5mm — Centro de Gravidade mais baixo, bike mais previsível |
| Chainstay (mm) | 438 | 434,9 −3,1mm — traseira mais curta, mais agilidade |
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara