Um pequeno contratempo mecânico na penúltima volta tirou de Alex Malacarne a chance de disputar o ouro até os metros finais, e o brasileiro terminou com a prata no mountain bike dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé. O argentino Joel Contreras ficou com o título, enquanto Catalina Vidaurre venceu a prova feminina e liderou a dobradinha chilena, bronze para Karen Olímpio

As modalidades com bicicleta fizeram sua estreia nesta segunda-feira (14/09) nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, na Argentina. Pela manhã, foram disputadas as provas de mountain bike, em um circuito de 3,54 km montado no setor sul do Autódromo de Rafaela.
As chilenas mostraram força e fizeram a dobradinha no cross country olímpico. Catalina Vidaurre, em evolução ao longo da temporada, assumiu o controle da prova desde a largada e, já na segunda das sete voltas, tinha 18 segundos de vantagem sobre sua compatriota Florencia Monsálvez e a brasileira Karen Olímpio. Mais atrás, Raiza Goulão manteve-se desde a largada na quarta posição, sem entrar na disputa pelo pódio.
Karen e Florencia rodaram juntas por três voltas, em uma disputa intensa pela segunda posição. A partir da quinta volta, porém, a chilena conseguiu abrir uma pequena vantagem e se consolidou na vice-liderança, com mais de 10 segundos de vantagem. Na frente, Catalina foi ampliando sua vantagem volta após volta, superando um minuto nas duas voltas finais para conquistar a medalha de ouro.

“Garantir essa medalha, a minha primeira pelo Brasil em uma missão, me deixa muito feliz e mostra que todo o trabalho valeu a pena. Agora o foco já está na Copa do Mundo e na continuidade da caminhada em busca do sonho olímpico”, disse Karen.
Ouro escapa por um pequeno contratempo
Mais bem ranqueado entre os participantes da corrida, Alex Malacarne entrou como principal candidato ao ouro, tendo ao seu lado outro forte representante brasileiro, Ulan Galinski. Logo na primeira volta, os dois brasileiros, os colombianos Jhonnatan Botero e Ivan Lopez e o argentino Joel Contreras forçaram o ritmo e abriram vantagem. A definição do pódio começava a se desenhar naquele grupo.
O ritmo forte cobrou seu preço aos colombianos, que perderam contato com os brasileiros e Contreras na quarta das nove voltas. Na volta seguinte, o argentino se firmou na ponta e passou a forçar o ritmo, acompanhado de perto por Malacarne. Galinski, por sua vez, cedeu terreno e perdeu contato com a dupla da frente.

Na penúltima volta, quando se preparava para atacar o líder, Malacarne teve um pequeno contratempo mecânico e perdeu tempo precioso para armar o contragolpe final. O brasileiro ainda tentou reagir, mas não conseguiu mais fechar a diferença e terminou com a medalha de prata.
Contreras, que também enfrentou problemas com o pneu dianteiro, que perdeu pressão, chegou a pensar em parar para trocar a roda. O argentino, porém, decidiu seguir e sustentou uma vantagem de cerca de 10 segundos sobre Malacarne até a chegada.
“Alex e Ulan competiram provas na Europa, e eu sabia que a disputa pelas medalhas seria com eles. Eles exigiram o máximo de mim. Foi duríssimo, um ritmo muito intenso o dia todo. Era preciso ter muito cuidado para não cometer erros, e consegui fazer uma corrida perfeita”, comentou o campeão argentino.

Apesar de ficar sem o ouro, Malacarne comemorou o pódio em sua primeira participação em uma delegação do Time Brasil e já mira os próximos grandes objetivos. “Eu tenho 24 anos hoje, mas sonho em ser convocado desde os 17, desde os Jogos da Juventude. Poder vivenciar essa energia dos Jogos é algo sensacional. Quero construir esse caminho passando pelo Sul-Americano, pelo Pan-Americano e, quem sabe um dia, chegar aos Jogos Olímpicos para representar o Brasil na maior oportunidade possível.”
Sobre a prova, o brasileiro reconheceu que o contratempo na penúltima volta foi determinante para o desfecho: “Eu estava muito confiante para a prova de hoje. Vim como principal favorito e vinha administrando a disputa em uma distância controlada do primeiro colocado. Mas, infelizmente, na penúltima volta tive um contratempo mecânico. Perdi um pouquinho de tempo, ele viu a vantagem, acelerou e eu não consegui mais fechar o gap. Foi muito merecida a vitória da Argentina. Fico feliz com a minha prova. Estávamos em ótima performance, mas infelizmente tem coisas que a gente não consegue controlar.”
Jogos Sul-americanos – Santa Fé🇦🇷
Subsede Rafaela – Autódromo
Mountain Bike XCO – Cross Country Olímpico Feminino
11 ciclistas de 6 países – 7 voltas x 3.54km = 24.78km
🥇Catalina Vidaurre🇨🇱 – 1h14m50s – vel. média 19.868 km/h
🥈Florencia Monsálvez🇨🇱 +1m12
🥉Karen Olímpio🇧🇷 +1m29
4- Raiza Goulão🇧🇷 +2m28s


Mountain Bike XCO – Cross Country Olímpico Masculino
12 ciclistas de 7 países – 9 voltas x 3.54km = 31.86km
🥇Joel Contreras🇦🇷 – 1h24m27s – vel. média 22.636 km/h
🥈 Alex Malacarne🇧🇷 +10s
🥉Ulan Galisnki🥉 +1m33s
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara