MUNDIAL JÚNIOR: FORÇA ESPANHOLA CONTINUA EM MONTREAL COM ALEJANDRA NEIRA

A Espanha domina a categoria júnior e, após o triunfo de Benjamín Noval, hoje foi a vez de Alejandra Neira vencer o sprint de um grupo de cinco ciclistas e manter o domínio espanhol iniciado com o título de Paula Ostiz em 2025. Matilde Rossignoli ficou com a prata, Anja Grossmann conquistou o bronze e a brasileira Maitê Coelho terminou na 33ª posição

Olé!!! Mais um título da categoria junior para a Espanha com Alejandra Neira – foto: Tim de Waele/GettyImages

A força espanhola continua na categoria júnior feminina. Um ano depois do título de Paula Ostiz em Kigali, a Espanha voltou a vestir a camisa arco-íris em Montreal, desta vez com Alejandra Neira, vencedora da prova de estrada disputada nesta sexta-feira. A espanhola superou no sprint a italiana Matilde Rossignoli e a suíça Anja Grossmann, enquanto a brasileira Maitê Coelho terminou na 33ª colocação.

Foram 80,4 quilômetros, distribuídos em seis voltas, com 1.614 metros de desnível acumulado e a subida da Voie Camillien-Houde, de aproximadamente 1,6 quilômetro e inclinação média de 7,7%, como principal dificuldade do circuito. O ritmo elevado desde os primeiros quilômetros reduziu rapidamente o pelotão.

RITMO FORTE DESDE O INÍCIO

A primeira volta foi disputada em ritmo muito alto e provocou uma seleção imediata. A italiana Maria Acuti esteve envolvida em uma queda poucos quilômetros depois da largada e ainda tentou retornar à prova, mas não conseguiu voltar ao grupo principal e acabou abandonando.

Depois de algumas voltas mais controladas, a França passou a movimentar a corrida. Lise Revol e depois Sidonie Vachet tentaram romper o equilíbrio, enquanto outras ações vieram da colombiana Zara Sofia Lamprea e da mexicana Nabyenka Garcia. Nenhuma das iniciativas, porém, conseguiu se consolidar.

Mexicana se destacou do pelotão, tentou a fuga sozinha, mas um problema mecânico interrompeu sua progressão – foto: Tim de Waele/GettyImages

Nas voltas finais, Garcia chegou a encontrar o momento certo para atacar. A mexicana aproveitou uma hesitação do pelotão, abriu vantagem e ficou isolada na frente, mas um problema mecânico interrompeu sua ação e a fez perder o contato com a liderança. Com isso, as principais favoritas voltaram a assumir o controle da corrida antes da última passagem pela subida decisiva.

NEIRA ACELERA NA ÚLTIMA SUBIDA

Na penúltima volta, o ritmo imposto por Neira e Anja Grossmann já havia reduzido o grupo de favoritas. Na última passagem pela Voie Camillien-Houde, a espanhola voltou a acelerar e formou uma seleção ainda menor ao lado de Grossmann e Matilde Rossignoli.

Atrás delas ficaram Maria Okrucińska, campeã mundial da contrarrelógio júnior em Montreal, e a holandesa Mirthe Mons, que precisaram trabalhar para fechar o espaço. O trio da frente, porém, não conseguiu manter uma colaboração suficiente para sustentar a vantagem.

A dois quilômetros da chegada, Okrucińska e Mons finalmente conseguiram retornar, formando um grupo de cinco ciclistas para decidir o título.

SPRINT PARA A CAMISA ARCO-ÍRIS

Com as cinco ciclistas novamente juntas, a corrida entrou em um jogo tático. Okrucińska, campeã mundial da CRI poucos dias antes, era uma das principais referências, mas foi Rossignoli quem tentou surpreender as adversárias no longo trecho final.

Neira, entretanto, esperou o momento certo. A espanhola avançou de trás para a frente e, nos últimos 150 metros, lançou sua aceleração decisiva para superar Rossignoli e Grossmann e conquistar o título mundial; as tres receberam o mesmo tempo, enquanto Okrucińska terminou em quarto, quatro segundos atrás, e Mons foi quinta, a cinco segundos.

Alejandra Neira sobe nos pedais e toma a frente de Anja Grossmann e Matilde Rossignoli – foto: SWPix-UCI

“Não consigo acreditar. É o melhor dia da minha vida. Não consigo acreditar que sou campeã do mundo. É incrível”, afirmou Neira após cruzar a linha de chegada.

Aos 18 anos, a espanhola havia terminado em 9º na contrarrelógio júnior, enquanto Okrucińska conquistara o ouro na especialidade. Na estrada, porém, Neira encontrou a oportunidade de suceder sua companheira de seleção Paula Ostiz e manter a camisa arco-íris na Espanha por mais um ano.

O título amplia o domínio espanhol nas provas juniores de Montreal. Com os dois ouros de Benjamín Noval — contrarrelógio e estrada masculina — e agora o título de Neira, a Espanha venceu três das quatro provas juniores de estrada disputadas no Mundial.

Maitê Coelho, com a 33ª colocação marcou a participação brasileira na prova, disputada em um circuito que provocou forte seleção desde a primeira volta.

Matilde Rossignoli, Alejandra Neira, Anja Grossmann – foto: SWPix-UCI

Campeonatos Mundiais de Ciclismo – Montreal 🇨🇦

Prova de estrada Junior Feminina – 101ciclistas de 43 países – circuito 13.4 km x 6 voltas = 80.4 km – 📈1.614 m. de altimetria acumulada

🥇Alejandra NEIRA🇪🇸 – 2h21m00s – vel. média 34.213 km/h

🥈Matilde ROSSIGNOLI 🇮🇹 – m.t.

🥉Anja GROSSMANN 🇨🇭 – m.t.

33. Maitê Coelho 🇧🇷 +4m05s

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