LA VUELTA: BRENNAN CONTA VITÓRIAS NA PALMA DA MÃO

Matthew Brennan é novamente o mais forte no sprint e vence pelo segundo dia consecutivo, igualando a marca histórica de cinco triunfos em sua estreia na Vuelta, feito que não acontecia desde Fons de Wolf, em 1979; na contagem que já cabe na ‘palma da mão’, o britânico teve Jordi Meeus e Magnus Cort ao seu lado no pódio em Sevilha

Brennan impressionante, obtém sua 5ª vitória na Vuelta – foto: Cxciling/Toni Baixauli

Binman como é conhecido no pelotão, voltou a dominar o sprint e conquistou em Sevilha sua quinta vitória na Vuelta a España 2026, um dia depois de triunfar em La Rábida. Aos 21 anos, o britânico tornou-se o primeiro ciclista desde Eddy Planckaert em 1982 a vencer cinco etapas na Vuelta, quanto ao feito de obter cinco triunfos logo na primeira participação em uma Grande Volta, é preciso voltar ainda mais no tempo, até 1979, quando Fons De Wolf alcançou tal marca na Vuelta

O jovem britânico superou Jordi Meeus (Red Bull-Bora-Hansgrohe) e Magnus Cort (Uno-X Mobility) na chegada da 17ª etapa, disputada em 185 quilômetros entre Dos Hermanas e Sevilha, praticamente toda em terreno plano e com pouco mais de 1.000 metros de desnível acumulado.

A vitória também ampliou para sete os triunfos da Visma-Lease a Bike nesta edição da Vuelta, novo recorde da equipe em uma única participação em um Grand Tour. Brennan, por sua vez, já soma cinco vitórias, e na última etapa em Granada, no domingo, a chegada pode favorecê-lo.

DOIS ATACANTES CONTRA A VISMA

Três ciclistas tentaram formar a fuga logo no início: Enzo Paleni (Groupama-FDJ United), Fredrik Dversnes (Uno-X Mobility) e Sinuhé Fernández (Burgos Burpellet BH). Dversnes, porém, perdeu contato rapidamente e voltou ao pelotão, enquanto Paleni e Fernández seguiram na frente.

Paleni e Fernandez fizeram a fuga do dia – foto: Cxciling/Toni Baixauli

A dupla abriu 4min30s de vantagem no quilômetro 18, mas a Visma-Lease a Bike assumiu o controle do pelotão e começou a reduzir a diferença. A equipe holandesa buscava sua sétima vitória, enquanto Brennan perseguia a quinta em sua primeira participação em um Grand Tour.

Com Bryan Coquard trabalhando na frente do pelotão, a diferença se estabilizou entre três e três minutos e meio. O ritmo caiu na metade da etapa, e Paleni e Fernández chegaram aos últimos 90 quilômetros com 5min10s de vantagem.

Steven Kruijswijk assumiu então o trabalho pela Visma-Lease a Bike e a fuga voltou a perder terreno.

TENSÃO AUMENTA A 50 KM DA CHEGADA

A 50 quilômetros da chegada, a Red Bull-Bora-Hansgrohe aumentou o ritmo e provocou uma divisão momentânea no pelotão. A movimentação, porém, não durou muito, e Visma-Lease a Bike e Cofidis voltaram a ocupar as primeiras posições.

Com o vento marcando presença ao longo do percurso, Fernández não conseguiu sustentar o ritmo e Paleni seguiu sozinho na frente a 20 quilômetros da chegada. O francês resistiu até os três quilômetros finais, quando foi alcançado pelo pelotão.

Vento exigiu trabalho das equipes para reagrupar o pelotão – foto: Cxciling/Toni Baixauli

A Uno-X Mobility assumiu então o comando para lançar Magnus Cort. O dinamarquês, vencedor de seis etapas da Vuelta antes desta edição, ainda conseguiu terminar no pódio, mas não teve força para acompanhar Brennan e Meeus.

Brennan cruzou em primeiro, Meeus ficou em segundo e Cort completou o pódio.

BRENNAN: “CINCO VITÓRIAS É ALGO LOUCO”

Após a chegada, Brennan destacou o trabalho da equipe e lembrou a chegada da Vuelta de 2024 em Sevilha, quando Wout van Aert terminou em segundo.

“Conversamos esta manhã sobre o sprint em Sevilha na Vuelta de 2024 e sobre o que deu errado para Wout. Não queríamos repetir aquilo hoje. Queríamos cruzar a linha em primeiro, conseguimos, e ele esteve ao meu lado durante todo o caminho. Foi fantástico e sou muito grato pelo apoio.”

“É fantástico vencer aqui. Estamos muito avançados na corrida e sabíamos que tínhamos outra oportunidade hoje. A equipe trabalhou muito. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para aproveitar essa oportunidade. Já são sete vitórias. É o maior número que a equipe conseguiu em um Grand Tour. Cinco vitórias é algo louco. E ainda nem chegamos à etapa 21! É incrível. Sinto que faço apenas a parte fácil; os caras trabalham duro o dia inteiro. Serei eternamente grato por isso.”

VAN AERT: “A SÉTIMA VITÓRIA JÁ É HISTÓRIA”

Wout van Aert, que havia sido segundo em Sevilha na Vuelta de 2024, explicou que o sprint deste ano foi diferente e que seu papel foi colocar Brennan na posição ideal.

“Não foi o lançamento que havíamos planejado. Precisei fazer alguns esforços antes e tudo o que pude fazer foi colocar Matthew na roda certa para que ele fizesse seu sprint.”

Sobre a possibilidade de a Visma-Lease a Bike chegar à oitava vitória no contrarrelógio da 18ª etapa, Van Aert foi cauteloso.

“Acho que é possível, mas nunca se sabe. É um contrarrelógio longo. Talvez eu e Bruno tenhamos uma chance. Mas, para nossa equipe, uma sétima vitória em um Grand Tour já é história. Estamos muito orgulhosos dessa conquista.”

MAS APONTA À DEFESA DA CAMISA VERMELHA

Enric Mas (Movistar) segue na liderança da classificação geral antes do contrarrelógio individual de 32,1 quilômetros desta quinta-feira.

“Estou bem. Acho que fizemos um trabalho perfeito ontem e hoje. Agora temos de pensar em amanhã, depois no dia seguinte e depois no outro. Estou confiante.”

Sobre o percurso do contrarrelógio, Mas destacou o traçado predominantemente plano e com poucas curvas.

“Não há muitas curvas. Temos de estar concentrados na potência, na posição e é isso. Um bom resultado seria manter a camisa vermelha.”

BUITRAGO PREFERE PRESERVAR AS PERNAS

Santiago Buitrago (Bahrain Victorious), que mantém a camisa de bolinhas, também celebrou a chegada segura a Sevilha após uma etapa aparentemente tranquila, mas ainda marcada pela tensão do pelotão.

“É preciso passar por 16 etapas duras para chegar a alguns dias mais fáceis, por assim dizer. Mesmo assim, sempre existe um pouco de estresse e tensão no pelotão. Na última semana, todos estão um pouco mais cansados e o vento aumenta a tensão. Estamos felizes por ter chegado a Sevilha em segurança.”

Buitrago afirmou que pretende adotar uma postura conservadora no contrarrelógio para guardar energia para o fim de semana.

“Acho que será o primeiro contrarrelógio da minha carreira em que vou pegar leve, aproveitar o dia e guardar minhas pernas para um fim de semana muito interessante.”

ONLEY ESPERA DIFERENÇAS NA CG

Oscar Onley, que leva a camisa de melhor jovem, também vê o contrarrelógio como uma etapa capaz de provocar mudanças importantes na classificação geral.

“Não diria que alguma vez amei os contrarrelógios, mas foi assim que comecei no ciclismo. É algo que conheço bem. Gosto de todo o processo, mas não é minha especialidade.”

O britânico destacou que ainda fará o reconhecimento do percurso e prevê diferenças significativas entre os candidatos à classificação geral.

“Sei que é bastante plano e haverá muito tempo na posição. Qualquer contrarrelógio provoca diferenças na classificação geral e, com 32 quilômetros, acho que pode haver diferenças grandes entre os ciclistas.”

PRÓXIMO DESAFIO: 32,1 KM CONTRA O RELÓGIO

A Vuelta muda completamente de perfil na 18ª etapa. O pelotão deixa os sprints de lado para disputar um contrarrelógio individual de 32,1 quilômetros, que deve recolocar os principais candidatos à classificação geral no centro da disputa.

Mas parte para a prova vestindo a camisa vermelha, enquanto os principais nomes da CG terão uma nova oportunidade de medir forças, e encurtar diferenças, antes das duas últimas etapas de montanha.

Vuelta a España

17ª Etapa – Dos Hermanas>Sevilla  – 185 km– 📈 1.084m ganho de elevação

1- Matthew Brennan🇬🇧 –  Visma – Lease a Bike – 4h07m15s – vel. média 44.894 km/h

2- Jordi Meeus🇧🇪 – Red Bull – Bora – Hansgrohe – m.t.

3- Magnus Cort🇩🇰 – Uno-X Mobility – m.t.

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LA VUELTA: SEGUNDA VITÓRIA DE VAN AERT

Wout van Aert volta a vencer em Córdoba. O belga atacou na parte final, superou os quatro adversários que o acompanhavam e conquistou sua segunda vitória na La Vuelta 26, repetindo o triunfo na cidade em 2024. Enric Mas manteve a camisa vermelha antes da última semana.

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