Aos 28 anos, Axel Mariault conquista sua primeira vitória profissional, enquanto espanhol Markel Beloki confirma o título geral e o brasileiro Henrique Bravo fecha a competição com o 4º lugar na CG

Axel Mariault (CIC Pro Cycling Academy) conquistou sua primeira vitória como profissional ao vencer, no sprint de um grupo reduzido, a terceira e última etapa do Tour de l’Ain 2026. O francês superou o camisa amarela Markel Beloki (EF Education-EasyPost), que terminou em segundo e confirmou o título da classificação geral. Brieuc Rolland (Groupama-FDJ United) completou o pódio da etapa.
Entre os protagonistas da jornada esteve o brasileiro Henrique Bravo (Soudal Quick-Step). Presente no grupo que disputou a vitória, Bravo cruzou a linha de chegada na 7ª posição e encerrou o Tour de l’Ain em um expressivo 4º lugar na classificação geral e em 3º na classificação de montanha.
Etapa Rainha com +2,879 m de altimetria
A terceira e última etapa com 131,5 quilômetros entre Oyonnax e Lélex Monts-Jura foi a mais dura desta edição, com sete subidas categorizadas. O principal desafio estava concentrado na parte final do percurso, com o Col de Menthières, de 9,2 quilômetros e inclinação média de 6,2%, cuja escalada começou após pouco mais de 100 quilômetros de prova.
Com 52 segundos de vantagem sobre seus principais adversários, Beloki chegou à etapa decisiva com a missão de controlar os ataques e defender a liderança conquistada na véspera.
O brasileiro Bravo, líder de montanha, vestindo a camisa azul de bolinhas brancas chegou à etapa decisiva com 10 pontos, empatado com o francês Maximilien Guilard, porém no início da prova houve uma movimentação intensa com um grupo indo à caça dos cinco prêmios de montanha que havia pelo caminho, antes de que o pelotão chegasse ao trecho crucial da etapa.
Um grupo formado por Patryk Goszczurny (Visma Lease a Bike Development), Brieuc Rolland (Groupama-FDJ United), Eivind Broholt Fougner (Unibet Rose Rockets), Alexys Brunel (TotalEnergies), Simon Baran (Vélo Club Villefranche Beaujolais), Thor Michielsen (Lidl-Trek Future Racing) e Gil Gelders (Soudal Quick-Step) cruzou a primeira subida, o Col de Berthiand (4,8 km a 6%, km 25), nessa ordem. O grupo de fuga tinha uma vantagem de 3 minutos (km 30) e foi em busca de coletar pontos em 6 prêmios de montanha.

Fougner chegou ao topo da Côte de Corveissiat (3,8 km a 3,3%) em primeiro lugar e praticamente assumiu a liderança na classificação de Rei da Montanha. O polonês Goszczurny deixou-o para trás no topo das subidas de Matafelon (3,1 km a 4%), depois Samognat (4,9 km a 5%) e Viry (4,1 km a 6,1%). Fougner lançou um ataque que apenas Gelders conseguiu acompanhar. O polonês coletou 36 pontos, vencendo 4 dos 7 prêmios de montanha do dia, com isso assumiu a liderança virtual quando ainda restavam o Côte de Giron e o Col de Menthières, com isso o brasileiro teria que lutar para disputar a segunda posição na classificação de montanha com o norueguês.
Goszczurny rapidamente alcançou a dupla na subida de Giron (3,7 km a 6%), que o ciclista da Unibet Rose Rockets cruzou primeiro na,penúltima escalada do percurso. O norueguês Eivind Fougner tentou escapar, seguido pelo belga Gil Gelders , juntos conseguiram abrir cerca de 50 segundos sobre os perseguidores, oriundos daquele grupo que atacou as montanhas.
Atrás, Johan Jacobs (Groupama-FDJ United), Patryk Goszczurny (Visma-Lease a Bike) e Thor Michielsen (Lidl-Trek) tentavam reduzir a diferença.
Na descida da Côte de Giron, Fougner perdeu contato com Gelders, que passou a seguir sozinho na frente. Os três perseguidores, por sua vez, foram alcançados pelo pelotão onde estava o camisa amarela Beloki e o brasileiro Bravo.
Gelders iniciou o Col de Menthières ainda na liderança, mas sua vantagem começou a desaparecer rapidamente. A 24 quilômetros da chegada, o belga foi alcançado e a fuga terminou.
Bravo vai ao ataque e busca pontos na montanha
A disputa pela classificação geral ganhou intensidade nas rampas do Menthières (9,1 km a 7%). Beloki e Jefferson Alexander Cepeda (EF Education-Easypost), Jamie Meehan (Cofidis), Axel Mariault (CIC Pro Cycling Academy), Huw Buck Jones (Bourg-en-Bresse Ain Cyclisme) e Henrique Ribeiro Bravo (Soudal Quick-Step).
Nesta subida de primeira categoria, o camisa amarela, com uma vantagem de 52 segundos sobre Mariault, controlou a competição e garantiu a vitória final. O primeiro ataque veio do irlandês Jamie Meehan (Cofidis). Pouco depois, Henrique Bravo respondeu com um forte contra-ataque.
Inicialmente, apenas Meehan, o líder Markel Beloki e seu companheiro de equipe Jefferson Cepeda conseguiram acompanhar o movimento. Na sequência, o britânico Huw Buck Jones e o francês Axel Mariault também chegaram ao grupo de frente.
Um dos momentos mais tensos da etapa, aconteceu durante a descida, quando o britânico Adam Howell, errou a tomada da curva enquanto se comunicava por rádio com o diretor da sua equipe, caindo, conseguiu retornar à competição, mas dando adeus à disputa de uma melhor colocação.
Pouco depois, o grupo principal foi alcançado por Rémi Arsac (Decathlon CMA CGM), Brieuc Rolland (Groupama-FDJ United) e Nicola Conci (XDS Astana).
Cepeda ataca como Carapaz, porém Mariault define
Na parte final da subida ao Col de Menthières não permitiu que nenhum dos favoritos abrisse uma vantagem significativa. Um grupo perseguidor de seis ciclistas seguia aproximadamente 45 segundos atrás dos líderes.
Bravo aproveitou para atacar no trecho final para cruzar em primeiro no prêmio de montanha, somando 15 pontos e assegurando o 3º lugar nessa premiação.
Nos quilômetros finais, Bravo e o italiano Nicola Conci tentaram surpreender o líder com várias mudanças de ritmo, mas o espanhol respondeu com autoridade a todas elas, sem perder a calma e colaborando com o grupo quando necessário.
A 2 quilômetros da chegada, o equatoriano Alexander Cepeda (EF Education-EasyPost ) acelerou forte em um ataque que lembrou muito a atuação do seu compatriota (e companheiro na equipe ) Richard Carapaz, e conseguiu abrir uma vantagem importante, chegando a parecer que poderia surpreender e conquistar a vitória.
A reação de Jamie Meehan, porém, foi imediata. O irlandês reduziu a diferença e provocou a reagrupação dos principais candidatos à vitória.
Nos metros finais, Axel Mariault foi o mais rápido e aos 28 anos conquistou sua primeira vitória profissional. Markel Beloki terminou em segundo, resultado suficiente para confirmar definitivamente o título do Tour de l’Ain 2026. Brieuc Rolland completou o pódio da etapa, enquanto Henrique Bravo cruzou a linha em 7º lugar.

Beloki campeão, Bravo em 4º
Na classificação geral, Markel Beloki confirmou o título, coroando uma campanha de destaque da jovem promessa espanhola. Mariault terminou como vice-campeão, enquanto Jamie Meehan completou o pódio final.
Henrique Bravo, mostrou mais uma vez muita combatividade, esteve em destaque na segunda e na terceira etapa, protagonizou quando necessário e terminou o Tour de l’Ain na 4ª colocação geral e com o 3º lugar no prêmio de montanha, consolidando mais uma atuação de destaque, ainda como Sub23, no pelotão profissional.
38º Tour de l’Ain
3ª Etapa – Oyonnax>Lélex Monts-Jura – 132 km – 📈 +2,879 m ganho de elevação
1- Axel Mariault 🇫🇷 -CIC Pro Cycling Academy – 3h26m32s
2- Markel Beloki🇪🇸* – EF Education Easy Post – m.t.
3- Brieuc Rolland 🇫🇷 – Groupama –FDJ United m.t.
4- Jamie Meehan 🇮🇪 – teAM Cofidis – m.t.
5- Rémi Arsac🇫🇷 * – Decathlon CMA CGM Teatm – m.t.
7- Henrique Bravo🇧🇷 *– Soudal Quick-Step Devo Team -m.t.
Classificação Geral após 3 etapas
1- Markel Beloki🇪🇸* – EF Education Easy Post – 10h46m15s
2- Axel Mariault 🇫🇷 -CIC Pro Cycling Academy +52s
3- Jamie Meehan 🇮🇪 – teAM Cofidis +55s
4- Henrique Bravo🇧🇷* – Soudal Quick-Step Devo Team
* Sub23
Classificação de melhor Jovem
1- Markel Beloki🇪🇸* – EF Education Easy Post
2- Henrique Bravo🇧🇷* – Soudal Quick-Step Devo Team
Classificação de Montanha
1 – Patryk Goszczurny 🇵🇱 – Visma – Lease a Bike Development – 41
3- Henrique Bravo🇧🇷* – Soudal Quick-Step Devo Team – 25
Classificação por Pontos
1- Markel Beloki🇪🇸* – EF Education Easy Post
Classificação Geral por Equipes
Soudal Quick-Step Devo Team
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara