Tim Merlier coloca mais uma vitória no currículo. Na chegada a Chalon-sur-Saône chega ao terceiro triunfo, nesta edição do Tour de France, em um final acidentado que tirou Fernando Gaviria e Jenno Berckmoes da competição E, onde mais uma vez, Baptiste Veistroffer fez sua fuga solitária, sendo considerado pela terceira vez o mais combativo

Os sinais de que seria uma etapa rápida e com muitos ataques estavam claros desde a largada, com o pelotão saindo do autódromo de de Nevers Magny-Cours, e um percurso sem grandes desafios altimétricos era o palco ideal para uma chegada massiva.
Tim Merlier (Soudal Quick-Step), foi o vencedor em Chalon-sur-Saône, conquistando sua terceira vitória nesta edição, que se soma aos triunfos de 2021 (em Pontivy) e aos dois de 2025 (Dunkerque e Châteauroux). O belga voltou a superar Olav Kooij (Decathlon CMA CGM), Jasper Philipsen (Alpecin-Premier Tech) e os demais especialistas em chegadas rápidas, consolidando-se como o principal sprinter da competição até o momento.
A chegada massiva foi marcada por uma queda a 300 metros da chegada, quando muitos velocistas tentavam ir para a finalização, Fernando Gaviria (Caja Rural-Seguros RGA) e cerca de dez ciclistas foram ao chão, o colombiano fraturou a clavícula e está fora da competição, outro que também foi obrigado a abandonar com uma clavícula fraturada foi o belga Jenno Berckmoes (Lotto Intermarché).
Outro destaque do dia foi Baptiste Veistroffer (Lotto Intermarché), que protagonizou mais uma longa fuga e, pela terceira vez nesta edição do Tour, foi eleito o ciclista mais combativo da etapa. Na classificação geral, nenhuma alteração significativa. Tadej Pogacar (UAE Team Emirates XRG) segue com a camisa amarela às vésperas de um fim de semana decisivo.
O Javali, mais uma vez em fuga
Sob céu encoberto o pelotão de 174 ciclistas deixou o circuito de Nevers Magny-Cours em direção a Chalon-sur-Saône, em um percurso de 179,1 quilômetros com um final desenhado para velocistas, os ataques começaram muito cedo, porém mais uma vez o francês Baptiste Veistroffer, com 19,5 km percorridos começou seu trabalho solitário de se distanciar e seguir em pedalada solitária pela estrada.

O francês conhecido como Le Sanglier de Fouesnant – O Javali de Fouesnant – chegou a construir uma diferença de dois minutos, registrada no quilômetro 43, margem que caiu para 1min30s na passagem pelo sprint intermediário de Decize (km 45,8), onde Mads Pedersen (Lidl-Trek) voltou a somar pontos importantes na disputa pela camisa verde.
Após o sprint intermediário, novos ataques movimentaram o pelotão. Damiano Caruso (Bahrain Victorious), Ewen Costiou (Groupama-FDJ United) e Mattéo Vercher (TotalEnergies) partiram em perseguição ao líder da fuga, formando, seis quilômetros depois, um quarteto na dianteira. Enquanto isso, o pelotão permanecia controlado pelas equipes Alpecin-Premier Tech, Soudal Quick-Step e NSN, preparando o terreno para uma possível chegada em sprint.
Veistroffer pontua nas colinas
Veistroffer foi o primeiro a superar tanto a Côte de Lanty (4ª categoria) quanto a Côte de Cuzy (4ª categoria), esta última disputada sob uma rápida pancada de chuva antes do retorno do sol.
No quilômetro 117, o francês acelerou novamente e apenas Ewen Costiou conseguiu acompanhá-lo. Pouco depois, entretanto, o ciclista da Groupama-FDJ United perdeu contato, deixando Veistroffer isolado na liderança com cerca de 45 segundos de vantagem quando restavam 50 quilômetros para a chegada.
Lidl-Trek não queria uma chegada massiva
A 35 quilômetros da chegada, a Lidl-Trek endureceu a corrida com uma série de ataques, buscando impedir a chegada em pelotão compacto. Ciclistas como Mauro Schmid (Jayco AlUla), Filippo Ganna (Netcompany Ineos) e Kasper Asgreen (EF Education-EasyPost) responderam às investidas na tentativa de formar um grupo destacado.
A ofensiva acabou neutralizando Veistroffer a 33,5 quilômetros da chegada, mas o francês garantiu seu terceiro prêmio de combatividade nesta edição do Tour. Pouco depois, Mathias Vacek (Lidl-Trek) passou em primeiro pela Côte de Montagny-lès-Buxy (4ª categoria).
Nos quilômetros finais, as equipes dos velocistas tomaram definitivamente o controle da prova. A Alpecin-Premier Tech realizou um excelente trabalho para lançar Jasper Philipsen, colocando três homens para lançar seu finalizador, porém a preparação do sprint foi um tanto caótica e acabou, para alguns, parcialmente interrompida por uma forte queda provocada após um toque de rodas entre Fernando Gaviria e Vlad Van Mechelen (Bahrain Victorious).

Além de Gaviria, também caíram cerca de dez ciclistas, entre eles o vencedor da etapa anterior Soren Waerenskjold (Uno-X Mobility), e Dorian Godon (Netcompany Ineos). Com várias escoriações pelo corpo e segurando o braço esquerdo, Gaviria e Jenno Berckmoes, mais tarde, seriam confirmados com fraturas na clavícula.
Na disputa pela vitória, porém, ninguém conseguiu acompanhar a arrancada de Tim Merlier, que conquistou seu terceiro triunfo no Tour de France 2026, à frente de Olav Kooij e Jasper Philipsen que repetiram as posições do dia anterior no pódio.
Na classificação geral, Tadej Pogacar manteve a liderança com a camisa amarela, enquanto Juan Ayuso segue como líder da classificação dos jovens, vestindo a camisa branca.
Nesta sexta-feira, o Tour muda completamente de cenário com a etapa mais longa da edição: serão 205,8 quilômetros entre Dole e Belfort, incluindo a tradicional ascensão ao Ballon d’Alsace com 8,9 km a 6,9%, e seu topo localizado a 30 quilômetros da chegada, em um percurso aberto a possíveis fugas.
Tour de France 2026
12ª Etapa – Circuit de Nevers Magny-Cours > Chalon-sur-Saône – 179,1 km – 📈 1.800m de altimetria acumulada
1- Tim Merlier 🇧🇪 – Soudal Quick-Step- 3h38m53s
2- Olav Kooij 🇳🇱 – Decathlon CMA CGM Team – m.t.
3- Jasper Philipsen 🇧🇪 – Alpecin-Premier Tech – m.t.
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara