Orgulhosamente desenvolvido, testado e produzido no Brasil, medidor de potência no pedal U2e é opção para ciclistas que buscam desempenho e precisão

Após a sua apresentação para o público em geral, há cerca de um mês o medidor de potência para ser montado no pedal U2e PRX vem chamando a atenção dos ciclistas, entre os motivos estão o preço, ser um produto feito no Brasil e o fácil e rápido acesso ao atendimento.
Porém para entender um pouco mais desses mecanismos que medem com precisão o desempenho de um ciclista, é importante escutar quem pedalou esses sistemas antes de chegarem ao público, assim Gabriel Vargas, treinador de ciclismo com mais de 15 anos de experiência e um dos maiores avaliadores de medidores de potência no Brasil, que utilizou dois protótipos do PRX por cerca de um ano e meio antes do lançamento, conta algumas facilidades deste sistema:
“O PRX é um medidor de potência que traz uma série de soluções importantes, até para quem não tem alto nível de familiaridade com a tecnologia. Na prática, mesmo que a pessoa esqueça de calibrar, desde que a bike esteja nas condições adequadas, o sistema faz isso automaticamente. Acredito que algumas pessoas que hoje não treinam com medidor de potência vão passar a treinar graças ao PRX”.

Quando Vargas destaca que mais pessoas tendem a utilizar um sensor de potência por conta do novo lançamento, ele chama a atenção para um fato importantíssimo quando falamos do mercado brasileiro de ciclismo: a democratização de uma tecnologia que até pouco tempo era utilizada apenas por ciclistas profissionais.
A chegada do PRX, o eixo de potência da U2e, coloca a indústria brasileira da bicicleta lado a lado com a vanguarda da tecnologia, com um produto de alto nível, oferecido depois de um extenso trabalho de testes e desenvolvimento, produzido quase que totalmente no país.
O PRX chega com compatibilidade com pedais Shimano de estrada (lista completa abaixo) e se destaca pela versatilidade. Outro diferencial está no processo de fabricação: tanto a produção quanto o desenvolvimento são 100% nacionais. Além disso, o medidor da U2e oferece um nível de atendimento e suporte técnico que só uma marca brasileira consegue proporcionar.
U2e PRX: simples e confiável
Quando falamos em marketing no mundo da bike, a frase “feito de ciclistas para ciclistas” é um tanto quanto batida. Porém, no caso da U2e, nada poderia estar mais perto da verdade, já que a marca nasceu da necessidade de um de seus fundadores.
O embrião da empresa apareceu em 2018, fruto da insatisfação de Hermano Guimarães, engenheiro formado pela Unicamp, que criou seu primeiro sensor por não encontrar no mercado uma solução confiável e consistente entre diferentes bicicletas. De lá para cá, a U2e firmou-se como uma opção realmente viável, não só pelo preço, mas também pelos detalhes técnicos:
“Como treinador, sempre vou orientar que os atletas invistam em um medidor de potência confiável, e que dê menos dor de cabeça em coisas paralelas como compatibilidade e instalação, especialmente para quem viaja e precisa, por exemplo, trocar o equipamento de uma bike para outra com facilidade”, explicou Vargas, que tem mestrado em Educação Física.
“Já fiz diversos comparativos com testes simultâneos, usando mais de um medidor de potência ao mesmo tempo e o rolo como referência. Na prática, isso mostra que o PRX se comporta de forma muito semelhante a uma referência consolidada do mercado, com diferenças mínimas, na faixa de 0,5% a 1,5%, e mais importante, consistentes ao longo de todo o treino”, complementou.
Essa precisão é fruto de diversos fatores, que vão desde o longo processo de testes e desenvolvimento do U2e PRX, que durou mais de dois anos, até o próprio processo de produção e calibração.
O fabricante também desenvolveu uma estação própria de calibração térmica, uma máquina 100% automática que expõem os sensores a várias temperaturas diferentes, simulando condições reais de uso. Com ela, todos os medidores são calibrados individualmente antes de serem enviados aos ciclistas.
Mais do que isso: o PRX é fruto de um longo período de desenvolvimento, que durou mais de dois anos e envolveu diversos ciclistas, avaliando o equipamento em condições realmente desafiadoras – afinal o produto tem selo IP67, com resistência contra poeira e breves imersões em água doce.
Atendimento ao cliente: fácil e direto
Uma das grandes preocupações do fabricante é ir além de oferecer um bom produto, procurando oferecer um excelente atendimento ao cliente e no caso doPRX da U2e, essa preocupação já está presente na própria concepção do sensor, que foi desenvolvido buscando a maior simplicidade de uso possível – e isso fica claro desde a instalação na bicicleta.
Além de uma instalação simples e descomplicada, o próprio equipamento protege o ciclista de erros comuns, como esquecer de fazer a calibração.
“O PRX conta com procedimentos de calibração automática e indicações por LED, o que ajuda bastante no uso. Dentro de determinadas condições, ele se torna a opção mais acessível nesse nível de qualidade e praticidade”, destaca Vargas.

O medidor de potência PRX da U2e é um produto que chega não só para ampliar e fornecer acesso a tecnologia para o consumidor, mas também para mostrar que a indústria brasileira de componentes também é capaz de desenvolver produtos de elevado padrão e com muita qualidade.
Ficha Técnica – U2e PRX
Compatibilidade com pedais para Ciclismo de Estrada: PD-R540, PD-R550, PD-RS500, PD-RS500 Light Action, PD-5700, PD-5800, PD-R7000, PD-6700, PD-6800, PD-R8000 – Não compatível com pedais Dura-Ace.
Não indicado para uso em mountain bike
Precisão: ±1,5%
Construção: Eixo em aço inoxidável de alta dureza
Proteção Classificação: IP67 (poeira e água)
Conectividade: Bluetooth Low Energy (BLE) e ANT+
Bateria Autonomia: até 47 horas de uso contínuo
Carregamento: Por cabo magnético
Recursos adicionais: LEDs para indicação de status (bateria, calibração, funcionamento)
Peso: 82 gramas
Configuração
Medição: unilateral (lado esquerdo)
O medidor de potência U2e PRX tem valor sugerido de venda a R$3.500,00 e está à venda no site da U2e.
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara