Sérvio decide título masculino na corrida, enquanto brasileira lidera de ponta a ponta e conquista pela primeira vez a etapa carioca do IronMan 70.3

Calor, umidade, vento e uma disputa que só foi decidida nos quilômetros finais. O sérvio Ognjen Stojanovic e a brasileira Djenyfer Arnold foram os grandes nomes da décima edição do IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro, disputado neste domingo (9). Stojanovic precisou acelerar na corrida para escapar dos adversários e confirmar a vitória em 3h50min52. Djenyfer fez uma prova completamente diferente: abriu vantagem desde o início e não deixou escapar o título, completando o percurso em 4h14min15.
A prova, com 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida, cobrou caro dos atletas. O calor e a alta umidade, combinados com o vento forte, transformaram a etapa carioca em um teste de resistência física e, principalmente, de estratégia.
Stojanovic acelera e deixa rivais para trás
No masculino, ninguém conseguiu abrir uma vantagem decisiva durante a natação e o ciclismo. André Lopes, Enzo Krauss, o chileno Martin Baeza, e Stojanovic chegaram praticamente juntos à segunda transição, deixando a disputa completamente aberta para os 21,1 km de corrida.
Foi aí que o sérvio fez a diferença.
Krauss e Stojanovic conseguiram se afastar dos demais nos primeiros quilômetros da corrida. O brasileiro ainda tentou acompanhar, mas o ritmo do sérvio aumentou progressivamente. Stojanovic abriu espaço, assumiu a liderança e passou a controlar a prova.
Com 1h17min38 na corrida, ele foi o mais rápido entre os três primeiros colocados e confirmou a vitória. Krauss terminou em segundo, enquanto Baeza ficou com a terceira posição.
Aos 35 anos, Stojanovic finalmente chegou à vitória que perseguia na franquia IRONMAN 70.3. Depois de dois segundos lugares, o sérvio conquistou seu primeiro título e seu terceiro pódio.
“Foi uma corrida muito boa para mim. A execução foi quase impecável e estou muito feliz por conquistar essa vitória, após dois segundos lugares em provas de IRONMAN 70.3. Este é o meu terceiro pódio, mas a primeira vitória, e isso é sempre especial, ainda mais porque aconteceu quatro anos depois do meu primeiro”, afirmou.
O vencedor precisou, além dos adversários, administrar as condições difíceis do Rio.
“As condições estavam muito difíceis. Estava quente, muito úmido e havia um vento forte, que sentimos durante toda a corrida. Penso que muitos atletas diminuíram o ritmo, abandonaram ou tiveram dificuldades. Felizmente, consegui controlar meu ritmo e vencer”, disse Stojanovic.
Krauss fica perto da vitória
Enzo Krauss foi quem mais pressionou o campeão. O brasileiro teve o melhor desempenho no ciclismo entre os três melhores e chegou à corrida em condições de disputar o título.
Terminou em segundo, mas saiu do Rio valorizando um resultado que teve um significado especial. A família acompanhou a prova, incluindo sua filha, seu pai e outros parentes.
“Foi muito bom. Um baita presente de Dia dos Pais para mim, poder chegar com a minha filha aqui e também proporcionar esse presente ao meu pai, que está assistindo, e ao meu avô, que está lá no céu. Eles são minhas maiores inspirações”, contou.
A vitória escapou, mas Krauss reconheceu que precisou administrar momentos difíceis durante a corrida.
“Claro que a gente sempre busca a vitória. Quando comecei a sofrer, fiquei muito bravo, mas passei a enxergar o lado positivo, o copo meio cheio. É assim que vejo a minha vida: sempre o copo meio cheio. Então, foi um dia muito bom”, completou.
Djenyfer dispara e não olha para trás
Se o masculino teve disputa até os quilômetros finais, o feminino teve uma dona praticamente desde o começo.
Djenyfer Arnold saiu forte na natação, assumiu a liderança e colocou em prática uma estratégia clara: construir vantagem rapidamente no ciclismo e obrigar as adversárias a correr atrás. Forçar o ritmo funcionou.

A brasileira controlou a prova até a chegada e conquistou pela primeira vez o título do IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro. Pâmella Oliveira, tricampeã da etapa, terminou em segundo lugar, e Pietra Meneghini completou o pódio.
Djenyfer explicou que a estratégia começou ainda antes de entrar na água.
“Na natação, esse era realmente o meu objetivo. Eu sabia que vinha de uma intensidade um pouco maior do que elas, por estar fazendo a corrida olímpica, então pensei: ‘Tenho que sair na frente, fazer 20 quilômetros de ciclismo forte e depois manter’.”
A brasileira conseguiu abrir a diferença planejada, mas precisou administrar o desgaste ao longo do percurso.
“Minha potência foi caindo. Pensei: ‘Bom, é isso. Mantém, mantém’. Acho que, a cada cinco quilômetros, eu perdia cerca de 10 watts, mas deu certo. Então, não vou nem reclamar”, brincou.
No fim, enquanto Stojanovic precisou buscar a vitória na corrida, Djenyfer chegou à etapa final com a missão de apenas administrar a vantagem construída nas duas primeiras modalidades.
Dois estilos diferentes. O mesmo resultado: Rio de Janeiro com campeões inéditos na edição de 2026.
Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro
Pro Masculina
1- Ognjen Stojanovic 🇷🇸– 🏊♀23m12s 🚴2h04m38s 🏃♂️1h17m38s – 3h50min52
2- Enzo Krauss 🇧🇷– 🏊♀24m43s 🚴2h03m24s 🏃♂️1h19m38s +1m53s
3- Martin Baeza 🇨🇱– 🏊♀24m19s 🚴2h03m52s 🏃♂️1h22m45s +5m01s
Pro Feminina
1 – Djenyfer Arnold 🇧🇷 – 🏊♀️25m23s 🚴♀️2h19m18s 🏃♀️1h23m27s – 4h14min15
2 – Pâmella Nascimento de Oliveira 🇧🇷 – 🏊♀️26m23s 🚴♀️2h26m43s 🏃♀️1h26m05s +10m29s
3– Pietra Meneghini 🇧🇷 – 🏊♀️31m34s 🚴♀️2h29m34s 🏃♀️1h31m39s +24m35s
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara