TDFF: VOLLERING ARRANCA A AMARELA DE NIEWIADOMA

Demi Vollering transforma a última subida em um massacre, deixa a líder para trás e chega sozinha à Promenade des Anglais e toma o maillot jaune. Apenas 8 segundos separam Vollering de Niewiadoma-Phinney antes da etapa decisiva

Vollering fez uma contrarrelógio na Promenade des Anglais para buscar a vitória e a Camisa Amarela – foto: foto: A.S.O /Gaëtan Flamme

A camisa amarela mudou de dona em Nice — e mudou depois de um ataque brutal. A campeã europeia, Demi Vollering, não esperou os metros finais  para decidir a oitava etapa do Tour de France Femmes 2026. Ela explodiu a corrida na última subida, desmontou a resistência de Kasia Niewiadoma-Phinney e saiu voando para a vitória na Promenade des Anglais.

O ataque aconteceu no momento mais duro do dia: um muro de apenas 500 metros, com inclinação média de 13% e rampas de até 16%. Vollering acelerou, Elisa Longo Borghini tentou reagir e Niewiadoma-Phinney simplesmente não conseguiu responder.

Foi o golpe que decidiu a etapa — e também a classificação geral.

A neerlandesa da FDJ United-Suez cruzou a linha sozinha e assumiu a camisa amarela, deixando Niewiadoma-Phinney a apenas 8 segundos. Marlen Reusser aparece em terceiro, a 1min12s.

Agora, tudo será decidido neste domingo, novamente em Nice, em uma etapa curta e explosiva com quatro ascensões ao Col d’Èze.

A FUGA QUE QUASE SOBREVIVEU

A oitava etapa, a mais longa desta edição, tinha 171,9 km entre Sisteron e Nice e com características de Clássica e final explosivo na Côte de la Ginestière,. A largada contou com 126 ciclistas, já sem a campeã de 2025, Pauline Ferrand-Prévot (Visma | Lease a Bike), que abandonou a disputa.

O ritmo foi agressivo desde o início e, depois de 27 km de ataques, Maëva Squiban (UAE Team L’Imad) e Loes Adegeest (Lidl-Trek) conseguiram abrir caminho e formar a fuga do dia.

Diversas ciclistas tentaram fazer a ponte, mas nenhuma conseguiu chegar às líderes. Morgane Coston (Ma Petite Entreprise), se arriscou e passou quase 25 km isolada entre a fuga e o pelotão, sem conseguir completar a aproximação.

Persistir na fuga garatiu a Loes Adegees o prêmio de ciclista mais combativa da etapa – foto: A.S.O /Gaëtan Flamme

Na frente a dupla chegou a construir uma vantagem de mais de seis minutos e parecia ter condições de levar a disputa até os quilômetros finais.

Mas o pelotão começou a apertar o ritmo. SD Worx-Protime, AG Insurance-Soudal, Liv-AlUla-Jayco, FDJ United-Suez e, posteriormente, EF Education-Oatly, trabalharam para reduzir a diferença.

A 20 km da chegada, restavam apenas 1min40s.

A fuga estava condenada.

O MURO QUE DECIDIU O TOUR

Na Côte de Colomars, Squiban ainda passou na frente, mas caiu na descida e deixou Adegeest sozinha. A neerlandesa resistiu até os 9 km finais, quando foi finalmente alcançada.

A partir dali, a corrida deixou de ser uma perseguição à fuga e virou uma batalha direta pela amarelinha.

Célia Gery, à frente do grupo, fazendo o trabalho de desgaste – foto: A.S.O / Billy Ceusters

Na Côte de la Ginestière, a FDJ United-Suez colocou suas peças em ação. Franziska Koch, Juliette Berthet e Célia Gery fizeram o trabalho sujo, imprimindo um ritmo que reduziu o grupo das favoritas a cerca de uma dúzia de ciclistas.

E então veio o golpe.

Após uma rápida descida de  1,4 km, as ciclistas encontraram um verdadeiro muro: 500 metros a 13%, com trechos de 16%.

Vollering não hesitou. acelerou com tudo.

Longo Borghini tentou acompanhar. Niewiadoma-Phinney também; mas a polonesa com a camisa amarela começou a perder contato.

A líder da classificação geral estava fora de combate.

Longo Borghini assumiu a perseguição, enquanto Vollering aumentava a diferença pedalada após pedalada. No alto da subida, a situação estava clara: a neerlandesa havia aberto o espaço necessário para assumir a liderança geral.

8 SEGUNDOS PARA A DECISÃO

Vollering ainda tinha quilômetros pela frente, mas a vantagem construída na subida foi suficiente.

Ela chegou sozinha à Promenade des Anglais, comemorou a vitória e recebeu o prêmio que realmente interessava: a camisola amarela.

Niewiadoma-Phinney chegou no grupo de perseguição e perdeu apenas oito segundos na classificação geral.

Pouco — mas suficiente para perder a liderança.

O grupo das demais candidatas, liderado por Kim Le Court-Pienaar (AG Insurance-Soudal), terminou 38 segundos atrás.

Agora, o Tour está reduzido a oito segundos.

Oito segundos entre Vollering e Niewiadoma-Phinney.

E o último capítulo será escrito nas montanhas ao redor de Nice.

DOMINGO: TUDO OU NADA

A última etapa terá um percurso curto, mas desenhado para provocar uma guerra pela classificação geral. Serão quatro ascensões à Col d’Èze – três por uma vertente com 7,7 km a 5,9% de elevação categorizado como segunda categoria, e uma pela vertente mais curta, 6 km, porém mais dura, categorizada como 1ª categoria a 7,6% de inclinação média – em um cenário que não permitirá descanso às favoritas.

Vollering chega com a vantagem.

Niewiadoma-Phinney chega com apenas oito segundos para buscar.

Reusser está a 1min12s.

A amarela mudou de mãos em Nice. Agora falta descobrir se Vollering conseguirá segurá-la até o fim.

Tour de France Femmes

8ª Etapa – Sisteron>Nice – 171,9 km  📈 1.420m de ganho de elevação

1 – Demi VOLLERING 🇳🇱 – FDJ United-Suez – 42.506 km/h

2- Elisa LONGO BORGHINI🇮🇹 – UAE Team L’Imad +17s

3- Katarzyna NIEWIADOMA-PHINNEY 🇵🇱 +17s

83 – Ana Vitória Tota Magalhães🇧🇷 – Movistar Team +9m14s

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