A edição inaugural do Gravel Bogotá, que integra o circuito UCI Gravel World Series, colocou ciclistas de dez nações para a mais nova etapa classificatória colombiana do Campeonato Mundial de Gravel da UCI em um percurso desafiador de 128 km com quase 1 .900 metros de ascensão acumulada em altitudes superiores a 3.000 metros

A cidade colombiana de Chía, na região metropolitana de Bogotá, recebeu no domingo (2 de agosto) a primeira edição da UCI Gravel World Series Colombia, o vento tem a organização de uma empresa brasileira, a Riders Sports.
Destacando por ser a prova de gravel disputada na maior altitude do circuito mundial a 2.700 metros acima do nível do mar, e tendo o ponto mais alto do trajeto chegando aos 3.150 metros de altitude, a prova é mais uma classificatória para o Campeonato Mundial de Gravel da UCI, que será disputado no dia 11 de outubro em Nannup, na Austrália.
A programação contou com duas distâncias: a Gravel Gran Fondo, com 128 km e 1.886 metros de ganho de elevação, e a Gravel Medio Fondo, com 70 km e 1.348 metros de altimetria acumulada.
Simon Pellaud vence mais uma vez na América do Sul
O especialista suíço em gravel Simon Pelluad, que no ano passado venceu a etapa brasileira disputada em Camboriú, impôs sua superioridade na prova logo nos primeiros quilômetros. Assumindo a liderança desde o início, ele construiu gradualmente uma vantagem sobre o grupo perseguidor e administrou seu esforço com perfeição no exigente terreno montanhoso ao redor de Bogotá.
Pellaud chegou isolado à linha de chegada em La Finca de Rigo — o espaço dedicado ao ciclismo de propriedade do ex-ciclista profissional Rigoberto Urán —, garantindo a vitória na edição inaugural da etapa classificatória colombiana.

Logo atrás, a disputa pelas demais posições do pódio proporcionou uma das chegadas mais emocionantes do dia. Um duelo ‘doméstico’ entre os colombianos Camilo Gómez e Carlos Julián Quinteros. Em uma disputa roda a roda nos quilômetros finais, com Gómez levando a melhor no sprint pela segunda colocação.
“Vim aqui para vencer e estou muito feliz por ter conseguido. Foi uma prova dura e não existe vitória fácil. Competir na altitude é ainda mais difícil. O percurso é bonito, com uma subida forte logo no início, trechos planos, single tracks e um pouco de tudo. A Colômbia é uma das capitais mundiais do ciclismo e acho importante ter uma prova de gravel da UCI aqui. Muita gente ainda não descobriu como o gravel é bonito e divertido, mas acredito que, em poucos anos, teremos milhares de praticantes”, afirmou Pellaud.
Natalia Franco vence diante de sua torcida
A prova feminina foi dominada do início ao fim pela experiente ciclista colombiana Natalia Franco, que empolgou a torcida local com uma vitória convincente diante de seu público.
Mantendo um desempenho consistente ao longo do percurso desafiador, Franco completou a prova em 4h37min58s, garantindo com tranquilidade a classificação para o Campeonato Mundial de Gravel da UCI de 2026, em Nannup, na Austrália. Seu desempenho confirmou seu status como uma das principais ciclistas de ‘off-road’ da Colômbia e destacou a força crescente das competições femininas de gravel na América do Sul.

“A corrida foi muito divertida e gostei bastante do percurso, que teve bastante variedade, com trechos planos, subidas, descidas e partes técnicas com single tracks. Ser a primeira mulher a vencer esta prova me motiva ainda mais a seguir no gravel e evoluir na modalidade para, quem sabe, representar a Colômbia no Campeonato Mundial de Gravel da UCI, na Austrália”, disse a campeã.
Percurso e altitude desafiadores
O evento marcou a chegada do das corridas de gravel à Colômbia. Segundo o diretor de prova André Gohr, a modalidade ainda está em fase inicial no país, onde predominam as provas de caráter não competitivo, voltadas para longas travessias e cicloturismo autossuficiente.
“Esta foi a primeira prova de gravel no formato racing realizada na Colômbia. O percurso foi realmente voltado ao gravel, com paisagens muito bonitas, e recebeu excelente aprovação dos participantes. Foi uma prova exigente, não apenas pela altimetria acumulada, mas principalmente pela altitude, que aumentou significativamente o grau de dificuldade. Já estamos trabalhando no próximo evento da UCI, que será nos dias 3 e 4 de outubro, em Lago Ranco, na Patagônia chilena, com provas de gravel e gran fondo classificatórias para o Super Mundial da UCI de 2027”, afirmou André Gohr.
Empresa brasileira amplia atuação internacional
Para Juliano Salvadori, CEO da Riders Sports, a realização da primeira edição da UCI Gravel World Series Colômbia representa mais um passo na internacionalização da empresa brasileira e na expansão do gravel de competição na América do Sul.
“Foi uma grande conquista levar para a Colômbia a experiência adquirida com a organização da UCI Gravel World Series Brazil e nos tornarmos referência em outros países. Este foi o primeiro evento de gravel racing da Colômbia, organizado e executado cem por cento por nossa equipe. Para os colombianos foi algo novo e muito especial, e para nós é uma enorme satisfação compartilhar nosso conhecimento em um país com tanta tradição no ciclismo”, destacou Juliano Salvadori.
Além das categorias de gravel classificatórias para o Super Mundial da UCI de 2027, o evento também contou com disputas nas categorias Open e Mountain Bike.
UCI Gravel Bogotá
Elite Masculina
🥇Simon Pelluad 🇨🇭– 3h44m37s – vel. média 32 km/h
🥈 Camilo Gómez 🇨🇴 +9m22s
🥉 Carlos Julián Quinteros 🇨🇴 +9m24s
Elite Feminina
🥇Natalia Franco 🇨🇴 – 4h37m58s
🥈 Valentina Ovalle 🇨🇴 +1h16m46s
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara