9 DE JULHO: WELLYDA QUER SE IGUALAR A JANILDES FERNANDES E DÉBORA GERHARD E BUSCA A TERCEIRA VITÓRIA

Vencedora da prova em 2017 e 2024, Wellyda Rodrigues quer igualar seu número de vitórias às das tricampeãs da prova, a goiana Janildes Fernandes e a gaúcha Débora Gerhard e para isso ela conta com a potência do seu sprint para vencer a clássica 9 de Julho

Wellyda no sprint vitorioso de 2024, agora em busca do tricampeonato – foto: Acervo-Gazeta Esportiva

A 9 de Julho chega à 75ª edição, porém para as mulheres esta será a trigésima primeira vez que a corrida será disputada por elas. Levou algum tempo para que as mulheres ganhassem espaço.

A primeira prova ‘aberta’ à categoria feminina aconteceu em 1985, em uma edição realizada no Autódromo de Interlagos, onde a vencedora foi a carioca Cláudia Tourinho, porém elas ainda corriam junto com os homens na categoria ‘Estreantes’.

Somente em 1989 a prova teria oficialmente a categoria feminina, e a vitória ficou com a jovem paulistana Cibele Santini, desde então as mulheres tem sua largada em um pelotão exclusivo.

As maiores vencedoras, com quatro vitórias cada, são a franco-brasileira Claudia Carceroni Gilles, ganhando de forma consecutiva em 1991 e 1992 e em seu retorno às provas no Brasil nos anos 2000 quando venceu em 2002 e 2003 e  a sul-mato-grossense, Luciene Ferreira, com vitórias em 2005, 2007 e voltando ao topo do pódio de forma consecutiva em 2017, 2018 e que muito provavelmente marque presença na próxima edição, defendendo aos 41 anos a Andbank/Pindamonhangaba.

A primeira a abrir a lista de tricampeãs é a mato-grossense, mas que construiu sua carreira em Goiás, Janildes Fernandes – que venceu de forma consecutiva três edições – dominando de forma absoluta os sprints de 1998, 1999 e 2000.

Nos anos 2000 a gaúcha – Débora Gerhard que rivalizou com Luciene, venceu em 2006 e de forma consecutiva em 2009 e 2010.

Na edição deste ano, a pereira-barretense Wellyda Rodrigues, vencedora em 2017 – aos 21 anos e ainda sendo Sub23 – e 2024 quer se deslocar do grupo de bicampeãs, onde estão a paulista Camila Coelho (2008-2015) e a carioca Ieda Botelho (1994 e 1996) e conquistar sua terceira vitória.

Wellyda que na Copa das Federações, ajudou a equipe paulista a dominar o pódio da prova feminina, terminando na 3ª posição, corre pela equipe ABEC Rio Claro vai tentar repetir o desempenho de 2024 quando controlou uma prova intensa ao lado de um pelotão de 40 ciclistas que não permitiu nenhuma fuga ao longo de 74 km. Definindo a prova nos metros finais, quando a 400 metros da chegada, se desgarrou do grupo antecipando o sprint para cruzar em primeiro.

Sobre a possibilidade de chegar ao tricampeonato ela comenta: “A 9 de Julho é uma prova muito importante do calendário nacional. Ter meu nome na história dos campeões ao lado do nome de Luciene, que sempre foi uma inspiração para mim, é motivo de muita alegria”, diz Wellyda, referindo-se à tetracampeã Luciene Ferreira.

Luciene conquista sua quarta vitória, em 2018, na clássica paulista – foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Em uma prova que historicamente se decide no sprint em chegadas apertadas, e que neste ano o circuito da Marginal Pinheiros será também favorável à esse tipo de finalização, Wellyda conhece bem seu trunfo – e não tem modéstia em reconhecê-lo. “A 9 de Julho é uma prova em que normalmente o pelotão vem junto até a chegada. Graças a Deus, nasci com uma potência que me permitiu ser uma das melhores sprinters da última década. Assim, meu maior segredo, que não é segredo para ninguém, é o meu sprint“, comenta, entre sorrisos. “Mas conto muito com o meu time para chegar na boca do gol inteira e com todo o trabalho feito. Quando isso se alinha e eu sinto a confiança do time, cresço e consigo fazer meu trabalho com ainda mais confiança”, explica. Porém Wellyda reconhece que a 9 de Julho, como toda corrida, é uma prova por equipes e se o tricampeonato não chegar, torce por suas companheiras. “Quero muito sair com o título, mas se não vier especificamente para mim, que esteja no meu time, com alguma das minhas companheiras”, destacou.

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