MUNDIAL DH: VALI HÖLL CONQUISTA SUA 4º CAMISA ARCO-ÍRIS E GOLDSTONE CONFIRMA A BOA FASE COM O OURO

A austríaca Valentina Höll teve uma performance impressionante em Champéry, Suíça, e conquistou seu quarto título consecutivo no mundial de downhill.  Pouco depois, o canadense Jackson Goldstone vencer seu primeiro título mundial na Elite com quase 2 segundos de vantagem sobre o jovem alemão Henri Kiefer; Brasil teve 3 pilotos na final

Pouco mais de um ano sem vencer, Vali Höll conquista seu 4º Mundial – foto: UCI/SWPix

O cantão de Valais, localizado sul da Suíça está recebendo os Campeonatos Mundiais de Mountain Bike, e no último domingo (7/9) aconteceram as finais do Downhill em Champéry, uma localidade que em 2011 já havia sediado o Mundial e é referência para a categoria, para esta edição foi utilizado um percurso de 1,72 km , com a largada a 1.647m de altitude e um desnível de -582m.

Entre os melhores especialistas em descida de montanha, o Brasil desembarcou com três competidores na Elite, Gabriel Giovannini e os irmãos Roger e Douglas Vieira; além do junior Augusto Wening.

Höll: 372 dias depois, volta ao topo

A final do downhill de domingo, disputada por 40 pilotas, esquentou quando a bicampeã mundial, a francesa Myriam Nicole (28ª a entrar na pista) , superou as lesões e fez os melhores tempos todos os setores, abrindo mais de 7 segundos de vantagem sobre as ciclistas que a antecederam. Bikers do calibre da norueguesa Mille Johnset, da eslovena tricampeã europeia Monika Hrastnik e da estadunidense Anna Newkirk, recuperada de uma lesão na mão, não conseguiram igualar a oito vezes medalhista em mundiais da Elite.

Camille Balanche, disputando seu último mundial aos 35 anos – foto: UCI/SWPix

As suíças Lisa Baumann, de 24 anos, e Camille Balanche, campeã mundial 2020 — que disputou seu último Campeonato Mundial da UCI antes de se aposentar — ficou provisoriamente em 2º e 3º lugares, mas com tempos muito distantes da experiente Nicole, de 35 anos.

Faltando cada vez menos competidoras para enfrentar a descida, foi a vez da francesa Marine Cabirou, medalhista de prata em Val di Sole’2021, fazer o segundo melhor tempo , ficando a 6 décimos de segundo de sua compatriota quando ainda faltavam três competidoras: a medalhista de bronze do ano passado em Vallnord, a britânica Tahnée Seagrave, a canadense Gracey Hemstreet,  nesta temporada vencedora de três etapas da Copa do Mundo de Downhill, e a última a descer, a tricampeã mundial (Les Gets’22, Glasgow’23, Pal Arinsal’24) , Valentina Höll.

Myrian Nicole ficou com o 2º lugar – foto: UCI/SWPix

Seagrave foi a mais rápida nos dois primeiros setores, mas perdeu 6 segundos na metade inferior do percurso, terminando em 7º. Hemstreet não conseguiu acompanhar o ritmo da francesa, terminando em quarto lugar.

Höll não vencia uma corrida desde o mundial passado, em Pal Arinsal, Andorra, onde deixou Nicole em segundo lugar. A austríaca de 24 anos estava 1,4 segundos à frente após a segunda parcial e, apesar de perder um pouco de ritmo na descida, conseguiu manter uma vantagem de 0,667 segundos no final

A primeira vitória de Höll em alto nível em 372 dias foi na maior corrida de todas. Ela conquistou o terceiro ouro feminino austríaco no Campeonato Mundial de Mountain Bike da UCI de 2025, depois de Anna Spielmann (cross-country E-MTB) e Rosa Zierl (downhill júnior).

“O Campeonato Mundial é sempre algo especial e traz à tona o que há de melhor em você”, disse Höll.

Uma descida perfeita assegurou o 4º título a Höll

“Definitivamente, este ano não foi fácil, simplesmente não conseguia encontrar meu ritmo. Sinceramente, não esperava isso para esta corrida, não sentia que a temporada fosse minha. Apenas tentei dar o meu melhor, sem pensar em nenhum resultado. Hoje, acreditei apenas na minha confiança e no motivo pelo qual comecei a correr – para me divertir – e isso é algo que eu queria recuperar”.

Golsdtone confirma a boa fase da Copa do Mundo e veste a camisa arco-íris

Na final masculina, o britânico Ethan Craik, 35º a descer, estabeleceu a marca a ser batida – 3m01s814 – ao ser o primeiro a superar o tempo de Jackson Goldstone, que lhe garantiu a classificação com 3m02s101.

Os ex-campeões mundiais da elite, o estadunidense Aaron Gwin  e os britânicos Charlie Hatton e Danny Hart não conseguiram se aproximar. Com o 10º melhor tempo, o irlandês Ronan Dunne, vindo de uma vitória recente na etapa da Copa do Mundo em Les Gets , ficou muito próximo a apenas 5 milésimos de segundo, e o austríaco Andreas Kolb – vencedor do Campeonato Europeu na mesma pista de Champéry em 2024 – fazia uma descida muito veloz, mas caiu.

Aos 20 anos, Henri Kiefer fez a 2ª melhor descida na final – foto: UCI/SWPix

Somente os três últimos a domar a descida conseguiram impedir que Kiefer, de 20 anos, se tornasse o primeiro alemão a conquistar o título de campeão mundial de downhill: o atual líder da Copa do Mundo, Goldstone; o francês Loris Vergie, último campeão mundial e correndo para revalidar seu título,); e seu compatriota o pentacampeão mundial UCI, Loïc Bruni.

Goldstone, de 21 anos, fez uma descida impressionante, 1s946 mais rápido que a marca de Kiefer. Quando Vergier não conseguiu encontrar o ritmo para manter o título, terminando a mais de 4 segundos do canadense e se colocando com o 5º melhor tempo, a decisão viria após a descida de Bruni.  

Porém o pentacampeão francês, mais uma vez foi além do limite, forçou demais e caiu, ficando de fora do pódio e o título foi para Goldstone.

Golstone, uma temporada à toda velocidade – 4 vitórias na Copa do Mundo e o título Mundial – foto: UCI/SWPix

“Esse foi provavelmente um dos meus melhores trabalhos em uma mountain bike. Lutei nos dois primeiros dias, mas assim que chegou a fase classificatória, senti que era o momento certo e deixei tudo na pista”, disse Goldstone, que dedicou seu título ao compatriota canadense Stevie Smith, que morreu após um acidente de moto de enduro em 2016.

“Ao passar por aquela parte da grama, senti como se estivesse em um cavalo selvagem, tentando me segurar”, disse o novo campeão mundial da UCI.

Após lesões sofridas durante as temporadas de 2023 e 2024, o Campeonato Mundial deste ano em Champéry foi a primeira tentativa de Jackson Goldstone de conquistar a camisa arco-íris na Elite. Após vencer o Campeonato Mundial júnior na primeira tentativa em Val di Sole 2021, Goldstone repetiu o feito com a vitória em sua primeira corrida de campeonato de elite.

Roger, estava entre o top 20, caiu, se levantou e terminou em 45º – foto: Boris Beyer

O Brasil colocou seus três representantes na final da Elite – o melhor desempenho ficou por conta de Roger Vieira com 3:13.296 – 28º tempo; Gabriel Giovannini se classificou com o 55º tempo e Douglas Vieria em 74º, como os 80 melhores tempos entre 101 competidores participantes passando à disputa de medalhas.

Gabriel Giovannini – foto: Nataniel Giacomozzi

Na final, o melhor resultado brasileiro foi o 45º lugar de Roger Vieira mesmo após sofrer uma queda  quando estava com parciais que o colocavam entre os 20 melhores, se levantou e seguiu forte, como referência, Bruni que também caiu e se levantou ficou 2s819 atrás do brasileiro; Giovannini foi o 58º e Douglas o 60º. Na categoria Junior, vencida pelo francês Max Aran, o brasileiro Augusto Wening terminou com o 32º tempo

Goldstone vibra com o seu resultado – foto: UCI/SWPix

CAMPEONATOS MUNDIAIS DE MOUNTAIN BIKE

DOWNHILL – Valais – Champéry – Suíça

Descida 1,720 metros – Desnível -582m – Altitude 1,647m

Elite Feminina – 40 competidoras de 19 países

1- Vali Höll 🇦🇹 – 3m27s136 – vel. média 29.893km/h
2- Myriam Nicole 🇫🇷 +0.667
3- Marine Cabirou 🇫🇷 +1.091

Elite Masculina – 80 competidores de 24 países

1-  Jackson Goldstone 🇨🇦-  2m54s153 – vel. media 35.555 km/h
2-Henri Kiefer 🇩🇪 +1s946
3- Ronan Dunne 🇮🇪 +1s993

45- Roger Vieira 🇧🇷 +15s301

58- Gabriel Giovannini 🇧🇷 +19s987

60- Douglas Vieira 🇧🇷 +20s722

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