75ª 9 DE JULHO: KÁCIO E THAYNA VENCEM A CLÁSSICA MAIS TRADICIONAL DO BRASIL

A 75ª Prova Ciclística Internacional 9 de Julho, manteve a tradição de chegadas em grupo para finalizar no sprint. No circuito montado na pista expressa da Marginal Pinheiros, as definições aconteceram em sprint apertadíssimos com Kácio Freitas aproveitando a roda de outras equipes para surpreender e Thayná Araujo arrancando de longe para tomar a dianteira do grupo e conquistar a tradicional clássica brasileira

Kácio se impõem na chegada e conquista a 75ª 9 de Julho – foto: Gabriel Pereira/Fundação Cásper Líbero

A prova da Elite masculina, disputada em 100 km no circuito montado na via Expressa da Marginal Pinheiros,  seguiu o roteiro esperado para um circuito praticamente plano, onde toda tentativa de ataque foi neutralizada, a velocidade sempre foi elevada, mantendo um grupo praticamente compacto até os quilômetros finais.

Kácio Freitas ( Emthos Racing), foi o mais veloz no sprint; o mineiro de Leopoldina soube aproveitar o trabalho da  Localiza Meoo-Swift Pro Cycling que colocou 4 de seus homens na ponta do grupo, porém nos metros finais ele, Chamorro(Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba), João Gaspar(WK Team)  e Thiago Nardin (Nardin-Ribeirão Preto) conseguiram furar a ação e se impor para disputar posições.

No sprint, Kacio superou por apenas 119 milésimos o tetracampeão Francisco Chamorro (Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba), no mesmo grupo estava o único homem da Localiza Meoo-Swift Pro Cycling que resistiu com força para disputar o sprint, o sub23 Luiz Fernando Bomfim, seguido por João Gaspar e Thiago Nardin que mais uma vez, como fez no brasileiro de estrada, soube se colocar na ponta do grupo para uma chegada e subir ao pódio.

Kacio que em 2024 ficou em 2º lugar na 74ª 9 de Julho e foi vencedor em 2022 do GP São Paulo de Ciclismo, disputado no Autódromo de Interlagos, no ano em que a clássica em homenagem ao movimento constitucionalista não foi realizada, chegou à sua primeira vitória na prova, comentou:  “Gosto muito de correr a 9 de Julho. Sabia que neste ano, com circuito plano, seria rápida e decidida na chegada. Acelerei e deu certo. Essa era a minha prova alvo e hoje saio de São Paulo como campeão. Estou muito feliz com a conquista, pois significa escrever meu nome na história do ciclismo. É uma disputa especial e sei que uma vitória dessas é para poucos. Estou honrado por vencer essa Clássica de renome internacional. Espero conseguir chegar ao lugar mais alto do pódio muitas vezes mais”.
O tetracampeão Chamorro, que aos 44 anos  chegou à edição comemorativa em busca do pentacampeonato inédito e com toda sua experiência soube mais uma vez se posicionar no lugar certo parta o sprint, reconheceu o mérito do vencedor. “É uma corrida muito tradicional e tive o privilégio de vencer quatro vezes. E, neste ano, correr em um circuito na Marginal, onde passam milhares de carros todos os dias, é um privilégio. E isso vale para nós e também para os amadores. Ganhar ou perder faz parte do esporte. Entreguei tudo que tinha e desta vez foi um segundo lugar. Parabéns ao Kácio”, disse Chamorro

Vitória mostra o retorno de Thayná ao topo

No feminino, a história foi parecida, com 75 km em 3 voltas pelo circuito plano, várias tentativas de fuga que não vingaram e uma chegada em grupo, marcada por duas quedas no meio do grupo, nos quilômetros finais.

No último quilômetro Marcela Toldi (Indaiatuba Cycling ) estava na frente do grupo para lançar o sprint de sua companheira Carolina Barbosa, porém do meio do pelotão saltam duas ciclistas da equipe de Santos, Alice Melo e Thayná Araujo que rompem também com o trabalho de Nicolle Borges e Livia Leozzi (ABEC Rio Claro), e tomam à frente do grupo.

Thayná Araujo manteve o ritmo elevado para cruzar na primeira posição,  quem aproveitou a arrancada e saltou na roda foi a experiente tetracampeã e maior vencedora da história da competição entre as mulheres  Luciene Ferreira (Andbank Cycling Team-Pindamonhangaba) que ficou em segundo lugar, na disputa pela terceira posição Nicolle Borges se lançou pelo lado esquerdo da pista para garantir o terceiro lugar, superando a Alice Melo e Carolina Barbosa.

Thayná arrancou de longe para cruzar em primeiro – foto: Gabriel Pereira/Fundação Cásper Líbero

Vencedora do GP Cidade de São Paulo no ano passado, disputada nessa data comemorativa, organizada pela Federação Paulista de Ciclismo para cobrir a impossibilidade de a Fundação Cásper Líbero organizar a prova 9 de Julho, Thayná finalmente conquista a clássica de maior tradição do ciclismo brasileiro, marcando seu melhor resultado desta temporada:

“Como foi uma prova totalmente plana, eu imaginava que seria decidida na chegada. Tivemos ataques e tentativas de fuga, mas mantive a concentração para decidir perto da linha de chegada. Eu estou muito feliz. Foi meu primeiro pódio na temporada depois de um começo do primeiro semestre um pouco difícil. É um resultado que mostra que sou capaz e que eu estou no caminho certo”, disse Thayna.

Festa do ciclismo

Nas disputas abertas para ciclistas amadores – que tradicionalmente acontecem na 9 de Julho – exceção às edições de 2024 realizada na Rodovia Anchieta e a de 2023 na mesma  Marginal Pinheiros – a competição reuniu cerca de 1.500 inscritos, mantendo seu caráter popular

“Concluímos mais uma edição da 9 de Julho e estamos felizes com o sucesso da edição 75. Reunimos um número expressivo de amadores. Foram 1.500 inscritos nessa retomada da participação de ciclistas não federados e já estamos pensando na prova de 2027. Vamos trabalhar para manter e solidificar esse formato, que valoriza tanto os ciclistas de elite quanto o caráter democrático da bicicleta”, comentou Erick Castelhero, Diretor Executivo da prova.

Premiação – Para as categorias oficiais a organização da 9 de Julho distribuiu R$ 57 mil entre Elite, Open Master e Sub-23, masculina e feminina. Os campeões  de ambos os gêneros receberão R$ 4 mil cada, segundo lugar R$ 2.500, terceiro lugar R$ 1.500, quarto lugar R$ 1.000 e quinto lugar R$ 500.

75ª PROVA CICLÍSTICA 9 DE JULHO

Elite masculina – circuito de 25 km x 4 voltas = 100 km

1- Kacio Freitas – Emthos Racing – 2h12m05s835

2- Francisco Chamorro – Andbak-Pindamonhangaba  +0.119 s

3- Luiz Fernando Bomfim* – Localiza Meoo-Swift Pro Cycling +0.128 s

4- João Gaspar – WK Team + 0.236 s

5- Thiago Nardin – Nardin-Ribeirão Preto + 0.240 s

Gaspar, Chamorro, Kacio, Bomfim e Nardin – o top5 da 75ª 9 de Julho – foto: ZDL

Sub23 Masculina

1- Luiz Fernando Bomfim* – Localiza Meoo-Swift Pro Cycling – 2h12m05s963

2- Pedro Miguel Freitas de Oliveira – Taubaté Cycling-Tarumã +0s478 s

3- Matheus Constantino – Localiza Meoo-Swift Pro Cycling +0s658 s

4- Thalles Degli Espositi – Santos Cycling Team +1s588

5- Jorge Ferreira – Franca +2s218

Elite Feminina – circuito de 25 km x 3 voltas = 75 km

1- Thayná Araújo – Santos Cycling Team – 2h23m246

2- Luciene Silva – Andbank-Pindamonhangaba + 0s076

3- Nicolle Borges – ABEC Rio Claro + 0s144

4- Alice Melo – Santos Cycling Team + 0s166 s

5- Carolina Barbosa Alves do Nascimento – Indaiatuba Cycling Team + 0s282

Alice, Luciene, Thayná, Nicolle e Carolina – foto: ZDL

Sub23 Feminina

1- Raica Niquelatti – 2h23m39s614

2- Rayssa Andrade +12s507

3- Aline Lima – Afercan Fernandópolis +46s768

4- Maria Julia da Silva Vieira – ABEC Rio Claro +1m03s303

5- Yasmin Fagundes – Team Altino Osasco +1m07s506

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