Deu Brasil na última etapa da temporada do Circuito Itaú BBA IRONMAN 70.3. A manhã do último domingo, 30/11, marcou momentos de redenção e celebração para Fernando Toldi e Vittória Lopes, que finalmente transformaram o “quase” em vitória ao triunfarem no IronMan70.3 Aracaju-Sergipe. Após ficarem muito próximos do topo do pódio nas etapas anteriores, os dois triatletas encontraram na capital sergipana – mesmo sob um calor intenso que elevou o grau de dificuldade – condições ideais para construírem a sua vitória

Fernando Toldi, vinha de dois terceiros lugares neste ano – no Rio de Janeiro e na prova de Florianópolis, válida também pelo campeonato Latino-Americano – e em Sergipe lutou pela primeira posição, após sair na quarta posição da água, atras do sul-africano Dylan Nortje ; no ciclismo o primeiro a entregar a bicicleta foi Reinaldo Colucci sendo seguido por Toldi e pelo português Filipe Azevedo, ambos entraram na transição praticamente juntos.
Toldi foi rápido na transição e assumiu a ponta onde buscou manter o ritmo, até a a chegada, o português Azevedo que havia terminado o ciclismo ao lado de Toldi, perdeu 44 segundos na transição e não conseguiu acompanhar o ritmo do brasileiro, terminando na segunda posição, a 2m11s do vencedor. Atrás o sulfricano Nortje fez uma prova de recuperação, após terminar o ciclismo na sexta colocação, a seis minutos de Toldi, foi descontando a diferença, fez o melhor tempo da corrida, terminando em 3º a 3m57s do brasileiro.
Toldi acumulava resultados consistentes na temporada 2025, mas faltava uma vitória. Em Aracaju, encontrou o equilíbrio ideal entre ritmo e estratégia. Manteve-se sempre entre os líderes desde a natação, suportou as condições duras do ciclismo e mostrou maturidade na corrida, especialmente nos quilômetros finais, quando o calor se tornou determinante. Administrou a liderança com segurança e cruzou a linha de chegada com a sensação de missão cumprida.
“Ah, é ótimo vencer. Queria muito ganhar uma etapa, e hoje, graças a Deus, deu certo. Estou muito contente. A tática de segurar um pouquinho para enfrentar o calor deu certo. Acho que você tem que conhecer muito bem seu corpo e não extrapolar no começo, porque a conta chega: você vai diminuir o ritmo, é natural. Mas tem que manter muita concentração e se hidratar bem. Hoje deu certo, consegui fazer isso muito bem, então estou muito contente com minha prova”, declarou o vencedor.

Na prova feminina, Vittória Lopes, chegou a última prova da temporada IronMan 70.3 com um terceiro lugar em São Paulo e o segundo lugar no Latino-Americano de Florianópolis. Em Aracaju, ela liderou a prova de ponta a ponta, abriu vantagem na natação, ampliou a diferença no ciclismo, fez a melhor corrida vencendo a prova e terminando com uma vantagem de 21minutos sobre a segunda colocada, Pyetra Menghini e 22m48s sobre a terceira, Mikelle Coelho.
Vittória Lopes também vivia uma temporada marcada por grandes desempenhos. Desta vez, porém, tudo se encaixou, e sem a presença de Djenyfer Arnold que dominou todas as etapas até então, ela abriu vantagem na natação, ampliou no ciclismo e conseguiu controlar o ritmo na corrida, apesar da alta temperatura e da sensação térmica crescente. Mostrou força, técnica e resiliência, confirmando o potencial que vinha demonstrando etapa após etapa, mas que ainda não havia sido convertido em vitória no circuito este ano.
“O calor estava intenso, mas eu treino em Fortaleza, e isso ajuda um bocadinho nessas horas. Estou feliz pelo resultado, após o primeiro lugar escapar várias vezes, e mais feliz ainda por estar bem e sem lesões. Gostaria de agradecer à torcida de Aracaju, que deu muita força na parte final da corrida”, afirmou Vittória, que representou o país nos Jogos Olímpicos de Tóquio/21 e Paris/24.
A prova de Aracaju também era classificatória para o Mundial de IronMan 70.3 2026, que acontecerá em setembro, em Nice, na França. No feminino, havia uma vaga em disputa, Pietra Meneghini, segunda colocada na etapa, confirmou presença no Mundial, pois a vencedora, Vittória Lopes havia garantido sua vaga em uma etapa anterior.
No masculino, o cenário foi semelhante. Como Fernando Toldi também já tinha vaga assegurada, o português Filipe Azevedo, segundo colocado, aceitou a classificação e representará Portugal no evento na Riviera Francesa.
Entre os amadores, 50 vagas foram distribuídas — 25 para homens e 25 para mulheres — os brasileiros ficaram com a maior quantidade de cotas.
IRONMAN 70.3 ARACAJU
Elite Masculina
1- Fernando Toldi 🇧🇷 – 🏊♂️24m17s – T1|48s – 🚴♂️2h03m19s – T2|1m08s – 🏃🏻♂️1h18m42 – 3h48m14s
2- Filipe Azevedo 🇵🇹 – 🏊♂️24m15s – T1|52s – 🚴♂️2h03m20s – T2|1m52 – 🏃🏻♂️1h2006s – 3h50m25s
3- Dylan Nortje 🇿🇦 – 🏊♂️24m09s – T1|1m00 – 🚴♂️2h09m20s – T2|1m51s – 🏃🏻♂️1h15m51 – 3h52s11
Elite Feminina
1- Vittoria Lopes 🇧🇷 – 🏊♀️25m36s – T1|1m07s – 🚴♀️2h17m00S – T2|2m10s – 🏃🏼♀1h27m01 – 4h13m04
2- Pietra Meneghini 🇧🇷 – 🏊♀️33m05s – T1|1m02s – 🚴♀️2h24m13s – T2|1m46s – 🏃🏼♀1h33m58s – 4h34m04s
3- Mikelle Coelho 🇧🇷 – 🏊♀️33m30s -T1|1m07s – 🚴♀️2h29m50s – T2|2m04s – 🏃🏼♀1h30m21s – 4h36m52
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara