Djenyfer Arnold ganhou pela terceira vez na temporada, enquanto o uruguaio garantiu o título latino-americano e sua primeira vitória no circuito IronMan. Busca por vagas para o Mundial 70.3 de 2026, em Nice, acirrou as disputas

No último domingo (26/10) na Praia dos Ingleses, em Florianópolis/SC, foi disputada mais uma etapa do circuito IronMan 70.3 – a prova na distância de ‘meio-IronMan’ era válida pelo Campeonato Latino-Americano e também servia como classificatória para o Mundial de 2026.
Na disputa entre os profissionais, a brasileira Djenyfer Arnold e o uruguaio Federico Scarabino venceram a etapa, conquistaram o título latino-americano e ainda estabeleceram o novo recorde da prova.
DJ garantiu sua terceira vitória na temporada, com o tempo de 4h00min56s, seguida pela também brasileira Vittoria Lopes a 4m14s e pela argentina Romina Biagioli, a 6m24s.
Entre os homens, Scarabino, que havia sido terceiro colocado no IronMan Brasil, em junho, em Jurerê Internacional, e vinha de um resultado ruim após abandonar o 70.3 de Nice, disputado em Nice (no final de junho), voltou a se destacar, vencendo a prova em 3h35min11s, o argentino Luciano Taccone terminou em segundo a 1m13s, e o brasileiro Fernando Toldi completou o pódio, em terceiro a 3m57s.

O Campeonato Latino-Americano – IronMan 70.3 Florianópolis teve a participação de aproximadamente 1.800 triatletas de 20 países. O evento distribuiu 80 vagas para o Mundial de IronMan 70.3 de 2026, em Nice, na França; para os triatletas amadores, e como esperado, o Brasil ficou com a maioria delas, confirmando a força e o crescimento do triatlo nacional; e seis vagas para os profissionais (três no masculino e três no feminino). Os profissionais também dividiram US$ 50 mil em premiação, a maior da temporada.
Após as dificuldades do ano passado, quando às más condições do mar levaram à organização a cancelar a natação, sendo disputada apenas a fase do ciclismo e da corrida, o Itaú BBA IronMan 70.3 Florianópolis voltou com tudo em 2025, com clima perfeito e muita emoção do início ao fim.
No masculino, diante de um start list repleto de destaques, o dia foi de Scarabino, de 29 anos, que mostrou sua força especialmente na natação e no ciclismo; o uruguaio foi o primeiro a sair da água e tomou o comando da prova no ciclismo, onde aproveitou para fazer a diferença pois sabia que na corrida poderia ser atacado. “Foi uma ótima prova, na verdade um sonho. Me senti bem do início ao fim e não poderia estar mais feliz. Além de vencer, receber o carinho da torcida — especialmente na parte final da corrida — foi uma experiência única. Estou muito realizado por conquistar essa vitória, ainda mais em um grupo tão forte”, destacou Scarabino.

O brasileiro Fernando Toldi avaliou que o lugar no pódio foi assegurado na corrida, onde fez o melhor tempo para obter o terceiro lugar: “Sem dúvida, a definição veio na corrida. Ficamos em um grupo grande na bike, e teve momento em que as pernas já estavam bem cansadas. Não sabia como seria a meia maratona, mas depois que calcei o tênis fui me sentindo bem. O André (Lopes) puxou quase toda a corrida, mas nos quilômetros finais consegui forçar um pouco mais e garantir o pódio”, contou.
No masculino, os classificados para o Mundial na França, em 2026, foram o uruguaio Federico Scarabino, vencedor da prova, o português João Ferreira e o brasileiro Yago Alves.
Terceira vitória de Djenyfer na temporada
A triatleta Djenyfer Arnold não escondeu a emoção após mais uma vitória no IronMan 70.3 Florianópolis. Correndo em casa, a atleta conquistou sua terceira vitória na temporada, após triunfar nas etapas de Brasília e São Paulo. “Foi bem emocionante correr aqui”, afirmou.
Segundo ela, o ciclismo apresentou desafios adicionais, mas a corrida seguiu conforme o planejamento da equipe. “Fiz o que tinha planejado e, felizmente, deu certo. Espero não pagar o preço na recuperação, mas quem é competitivo sabe: na hora, a gente quer ganhar e acaba acelerando um pouco mais”, completou.

Motivada pelo desejo de vencer em casa, a triatleta destacou o sabor especial do resultado: “Eu queria muito essa terceira vitória, ainda mais aqui em Floripa. Já tinha vencido em Brasília e São Paulo, então faltava coroar o ano com mais um 70.3. Eu pensei: não é possível que eu perca em casa. Fiz um pouco mais de força e deu certo. Tô muito feliz”, celebrou.
Entre as mulheres da categoria profissional, garantiram presença no campeonato mundial a argentina Romina Biagioli, a portuguesa Rachel Rocha e a norte-americana Laura Mathews
IRONMAN 70.3 Florianópolis
Elite Masculina
1- Federico Scarabino🇺🇾– 🏊🏻♂️19m25s – T1|2m14s 🚴🏻♂️ 1h56m00 T2| 1m08s 🏃🏼♂️1h16m22s – 3h35min11s
2- Luciano Taccone 🇦🇷– 🏊🏻♂️19m36s – T1|2m09s 🚴🏻♂️ 1h57m53s T2|1m38s 🏃🏼♂️ 1h15m06s – 3h36min24s
3- Fernando Toldi 🇧🇷 – 🏊🏻♂️19m45s – T1|2m16s 🚴🏻♂️ 2h01m45s T2| 48s 🏃🏼♂️1h14m32s – 3h39min08s
Elite Feminina
1- Djenyfer Arnold 🇧🇷– 🏊♀️20m50s – T1|2m14s 🚴🏼♀️2h14m04s T2|1m10s 🏃♀️ 1h22m36s – 4h00min56s
2- Vittoria Lopes🇧🇷 – 🏊♀️20m22s – T1|2m25s 🚴🏼♀️2h12m06s T2|1m09s 🏃♀️1h29m06s – 4h05min10s
3- Romina Biagioli 🇦🇷 – 🏊♀️22m38s – T1|2m35s 🚴🏼♀️ 2h18m27s T2|1m22s 🏃♀️ 1h22m16s – 4h07min20s
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara