Rissveds ganha pela quarta vez na temporada 2025 da Copa do Mundo de XCO, o título geral ficou com a jovem neozelandesa Samara Maxwell. Charlie Aldridge fura o bloqueio e vence pela primeira vez, enquanto o campeão por antecipação Chris Blevins correu sem compromisso terminando em 23º

Última etapa da Copa do Mundo de Cross Country Olímpico em Mont-Sainte-Anne, no Canadá, teve mais um final de semana perfeito de Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) , o segundo consecutivo vencendo o XCC+XCO e a quarta vitória na temporada do XCO, disputando nove das 10 etapas do circuito. Entre os homens Charlie Aldridge (Cannondale Factory Racing) conquistou a primeira vitória de sua carreira, no torneio. E como aconteceu em Lake Placid, mais uma vez não tivemos a presença de ciclistas brasileiros na elite masculina ou na feminina, apenas uma representante na Sub23.
A classificação geral masculina da Elite já estava definida, no final de semana anterior em Lake Placid, com a vitória de Cristopher Blevins; porém na feminina, nos números, o jogo estava aberto entre Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team) e Rissveds, e com o segundo lugar da neozelandesa em Mont-Sainte-Anne conquistou o título geral da Copa do Mundo UCI XCO, e entra para a história como a primeira do seu país a obter esse resultado.
A corrida de elite masculina foi muito mais disputada, mas o campeão britânico Aldridge definiu a prova na última volta, quando atacou com muita determinação, abrindo uma boa vantagem para o chileno Martin Vidaurre (Specialized Factory Racing) em segundo, e o francês Mathis Azzaro (Origine Racing Division) mais uma vez em terceiro.

Na Sub23, a campeã mundial Isabella Holmgren que não havia disputado as etapas de Lenzerheide e Lake Placid, voltou para correr em casa, vestindo a camisa arco-íris, e fez uma demonstração de força fazendo a dobradinha XXC+XCO – o terceiro da canadense em sua curta temporada, pois disputou apenas 5 das 10 etapas. O título geral já estava com a italiana Valentina Corvi (Canyon CLLCTV XCO.
Entre os garotos da Sub23, o suíço, Finn Treudler (Cube Factory Racing) que já estava com os títulos do XCC e do XCO conquistados por antecedência, manteve sua fome de vitórias, e fez seu sexto final de semana perfeito e sua oitava vitória em 10 etapas do XCO.
Rissveds, com superioridade dominou de ponta a ponta
Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) fechou a temporada 2025 com chave de ouro ao vencer com uma margem recorde em Mont-Sainte-Anne, chegou com 3m30s de vantagem sobre a segunda colocada, liderando a prova desde a largada. Apesar de perder pontos cruciais no início da temporada, quando não disputou a prova de Nove Mesto, a sueca virou a temporada com estilo, com 4 vitórias no XCO, três delas na segunda metade da temporada quando mais evoluiu conquistando também o campeonato Mundial de XCO.

Após uma temporada consistente, a neozelandesa Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team) chegou à última corrida da Copa do Mundo de XCO com a obrigação de terminar entre as oito melhores para fazer história país; não havia margem de erro pois Rissveds que vinha da vitória no XCC da sexta-feira e mostrando boa forma, entraria no circuito para atacar.
A prova começou com as favoritas adotando muita prudência na primeira subida, abrindo espaço para Linda Indergand (Liv Factory Racing) tomar a dianteira e forçar o ritmo, liderando por um curto trecho, nesta que foi a prova de despedida da suíça que já havia anunciado a aposentadoria.
Rissveds usou os últimos trechos da primeira subida para tomar a dianteira, assumir a liderança e começar a abrir vantagem sobre Maxwell e Evie Richards (Trek Factory Racing-Pirelli), com Indergand pagando por seu esforço. Em em meia volta, Rissveds abria uma vantagem de 10 segundos sobre a Maxwell, enquanto subia a encosta do Mont-Sainte-Anne.

Atras, a italiana Martina Berta (Origine Racing Division) fez uma boa largada e liderou a disputa pelas posições do pódio, atrás de Maxwell. Após a largada, Rissveds abriu uma vantagem impressionante de 29 segundos sobre a neozelandesa, no circuito de largada – menor com 2 km, enquanto Maxwell estava sendo perseguida por um grupo de oito mulheres.
Após a primeira volta completa no circuito principal de 3.7 km, a liderança de Rissveds foi para mais de um minuto, enquanto o grupo perseguidor estava 10 segundos atrás de Maxwell.
O grupo que lutava pelo terceiro lugar era composto por Sina Frei (Specialized Factory Racing), Savilia Blunk (Decathlon Ford Racing Team), Alessandra Keller (Thömus Maxon), Candice Lill e Richards, enquanto Berta não conseguia acompanhar e começava a perder terreno.

Na terceira volta no circuito principal, a vantagem de Rissveds era de 1m51 sobre Maxwell que também tenha uma boa margem sobre o grupo, enquanto Blunk estava 50 segundos atrás do quarteto perseguidor. Frei forçou o ritmo na quarta subida e na descida se distanciou de Richards na disputa pelo terceiro lugar.
O conforto de Maxwell na segunda posição, acabou quando ela levou um susto após quase cair ao entrar em um buraco, batendo na perna, mas sem cair da bicicleta. A descida pelo jardim de pedras, tirou Blunk definitivamente da disputa pelo terceiro lugar.
Ao abrir a última volta, Rissveds tinha uma vantagem de 2:48 sobre uma consistente Maxwell. Frei e Richards travavam uma batalha pelo terceiro lugar, 4m02 atrás da líder, trrocando ataques e contra-ataques na subida final, enquanto Keller acompanhava a distância.
Rissveds dominou de ponta a ponta e terminou a prova aplicando a maior margem da história com 3m30 sobre Maxwell que garantiu o da CG com o segundo lugar. Atrás, na disputa pela última vaga no no pódio, Richards superou um contratempo na passagem pela área arborizada e ultrapassou Frei, garantindo o terceiro lugar.

Falando sobre vencer pela maior margem da história do XCO, Rissveds disse: “Esta é a primeira vez que fico sem palavras. Eu estava muito cansada no final da corrida. Sentia muito cansaço nas pernas. Hoje, só estava me concentrando no ritmo, gostei muito do percurso, é um percurso muito legal. É mountain bike de verdade e eles mantiveram o foco principal do percurso. Eu realmente tentei aproveitar. Eu não tinha nenhum plano, só queria pedalar com um bom ritmo e na minha própria corrida. Deu certo, é muito legal.”

Sobre um ano mantendo o alto desempenho, comentou: “Foi uma temporada de muito aprendizado. Sinto que tudo aconteceu este ano, me tornei muito dominante no final da temporada, venci o Campeonato Mundial e ainda há muito a aprender. Continuo com fome e empolgado com o futuro.”
Maxwell, de 23 anos, que venceu a segunda etapa em Araxá e em Pal Arinsal/Andorra conquistou o título geral totalizando 2341 pontos, superando Rissveds por 91 pontos, na segunda posição e Alessandra Keller em terceiro. Maxwell disse: “Eu estava pensando em quanto estresse passamos como atletas. Tivemos 11 corridas este ano, incluindo o Campeonato Mundial, e eu subi no pódio em 10 delas. Esta temporada foi incrível, eu acreditei muito na equipe”.
Segundo a neozelandesa, a chave para a sua conquista foi: “Manter a consistência foi confiar no meu próprio sistema, no meu próprio processo, no meu treinador, na minha equipe e na minha recuperação. O principal foi ouvir as pessoas ao meu redor que me apoiaram.”
Primeira vitória de Aldridge na Copa do Mundo
O britânico Charlie Aldridge (Cannondale Factory Racing) esperou o momento certo para lançar dois ataques fulminantes e conquistar sua primeira vitória na elite masculina da Copa do Mundo UCI XCO. O jovem de 24 anos, que terminou em terceiro em Pal Arinsal – Andorra e em segundo no Bike Kingdom – Lenzerheide, recuperou-se de uma largada ruim e então atacou, partindo do quarteto líder, rumo à glória.
O grande ausente na prova de encerramento da temporada foi o francês Victor Koretzky (Specialized Factory Racing) que havia sofrido uma dura queda na prova de XCC em Lake Placid, no final de semana anterior e preferiu cuidar da sua recuperação.

Após desencaixar o pedal na largada, Aldridge perdeu várias posições e precisou trabalhar muito para voltar à ponta do pelotão, o chileno Martin Vidaurre(Specialized Factory Racing) tirou proveito do problema do adversário e liderou o ritmo inicial, junto com Simon Andreassen (Orbea Fox Factory Racing).
A intensidade do grupo e alguns desafios técnicos trouxeram problemas a alguns ciclistas, Luca Martin (Cannondale Factory Racing) vencedor do XCC de sexta-feira, caiu na ponte, pouco depois foi a vez do vencedor da classificação geral do XCO e XCC, Christopher Blevins(Specialized Factory Racing), derrapar em uma curva.
A batalha que aconteceu no circuito curto, na sexta-feira, entre os homens da Specialized Factory Racing e da Cannondale Factory Racing se acirrou novamente na primeira volta, com as duas equipes colocando seus ciclistas em posições de destaque no grupo da frente.

O movimento da Specialized Factory Racing resultou na formação de um grupo ponteiro formado por sete homens: Blevins, Vidaurre, Aldridge, Martin, Andreassen , Mathis Azzaro (Origine Racing Division) e Adrien Boichis (Specialized Factory Racing).
Vidaurre estava em um grande dia, e aproveitava as descidas para abrir caminho pelas trilhas, com 30m minutos de prova, ele liderava, seguido por Aldridge e Azzaro. Boichis percebeu que poderia perder contato e atacou o grupo perseguidor para se aproximar dos líderes.
O jovem Aldridge tentava sua primeira vitória no XCO e, na penúltima volta, colocou pressão na subida, desafiando que tentava acompanhá-lo. O britânico continuou colocando pressão nos pedais na subida sinuosa abrindo 5 segundos de vantagem sobre seus oponentes. Vidaurre e Azzaro neutralizaram o ataque antes de soar o sino da última volta, enquanto Boichis saia da disputa pelo pódio. Aldridge repetiu sua jogada da volta anterior e tomou a dianteira de Vidaurre no topo da longa subida e forçou o ritmo na seção arborizada. O piloto britânico abriu uma vantagem de seis segundos sobre Vidaurre no trecho de curvas sinuosas, o chileno desesperadamente se esforçava para perseguir, enquanto Azzaro cedia terreno, 10 segundos atrás. Ao final da descida Aldridge conseguiu olhar para trás e avaliar a vantagem que havia aberto sobre o chileno.
Mantendo um ritmo constante e sem cometer erros, o campeão britânico, entrou no trecho final com a vitória assegurada, cruzando com 11 segundos de vantagem sobre Vidaurre e 20s sobre Azzaro.
Comemorando sua primeira vitória na Copa do Mundo Aldridge disse: “Que maneira de terminar o ano, estou nas nuvens com isso. Tenho trabalhado para vencer no XCO a minha carreira toda. Este ano, cheguei perto algumas vezes, então terminar assim é surreal.

“As duas últimas voltas foram a todo vapor, eu estava com cãibras, todo mundo estava com cãibras. Foi uma batalha de desgaste. No topo da subida, percebi que estava abrindo uma pequena vantagem, então, na última volta, acelerei a fundo para chegar à linha de chegada. Consegui”.
Com a primeira posição da classificação geral do XCO – definida com antecedência e com o título nas mãos de Christopher Blevins, bastava definir o segundo e terceiro lugar – com o resultado o chileno confirmou o segundo lugar e o francês Luca Martin ficou em terceiro.
Antes de receber o troféu da temporada, Blevins declarou: “Foi um ano lindo.
“Preciso me permitir me recuperar um pouco. Agora me sinto extremamente grato, orgulhoso de mim mesmo, orgulhoso da equipe, tem sido uma jornada e tanto. O processo está funcionando, trabalhei no meu próprio jogo mental sutil e com a equipe tudo está dando certo. Continuei com o processo, acreditei nele e tive alguns momentos de descoberta. Não mudou muita coisa, mas de certa forma, tudo muda.”
Isabella Holmgren, em cinco etapas disputadas, três dobradinhas
A canadense Isabella Holmgren teve um fim de semana perfeito com duas vitórias solo, retornando à competição feminina de mountain bike sub-23 em grande estilo. A ciclista canadense perdeu metade das etapas da Copa do Mundo UCI desta temporada devido ao seu calendário multidisciplinar, disputando provas de estrada pela Lidl-Trek. Após vencer as duas etapas de Araxá e com um abandono em Nove Mesto, Holmgren encerrou a temporada com uma dobradinha no fim de semana em Mont-Sainte-Anne

Valentina Corvi (Canyon CLLCTV XCO) que já tinha o título geral assegurado, abriu uma pequena vantagem após a primeira volta, com Holmgren 12 segundos atrás, em quarto.
A norte-americana Vida Lopez De San Roman (Trinity Racing) vencedora do XCO na semana anterior em Lake Placid, se juntou a Holmgren, Corvi e Olivia Onesti (BH Coloma Team) no grupo da frente após a primeira volta no circuito completo.
Diante de sua torcida e com a camisa arco-íris de campeã mundial, Holmgren arrancou para testar suas adversárias, e abrindo 16 segundos de vantagem sobre Lopez De San Roman e Covi. A diferença aumentava volta após volta, e na penúltima volta era 51 segundos, enquanto a dupla perseguidora lutava pelo segundo lugar.
Sem correr riscos, Holmgren fez a última volta, isso custou perder alguns segundos, mas nada que comprometesse a sua vitória, atrás na disputa pelo segundo lugar Lopez De San Roman foi a mais forte e ultrapassou Corvi.
Com três dobradinhas em cinco etapas disputadas e a vitória em casa Holmgren destacou: “Eu realmente não queria cair na mesma rocha do ano passado (quando caiu no rock garden). Consegui passar, fiquei bastante concentrada durante toda a corrida e, na última volta, realmente me certifiquei de permanecer na bike”.
Sobre a multidisciplinariedade de dividir a temporada entre o mountain bike e a estrada, ela falou: “Eu definitivamente quero continuar correndo em estrada e mountain bike, encontrei um ótimo equilíbrio com a equipe e estou feliz em continuar com ambas.

Com o título assegurado na etapa anterior, Corvi terminou com 1019 pontos, 178 à frente de Lopez De San Roman em segundo e Ella Macphee (Wilier-Vittoria Factory Team) em terceiro.
Comemorando o título geral, Corvi disse: “É simplesmente incrível. Eu queria aproveitar a corrida o máximo possível. Esta camisa significa muito depois de uma temporada bastante complicada. Perdi duas corridas (Nove Mesto e Leogang) por causa de uma lesão. Estou sem palavras com os resultados e vamos aproveitar ao máximo.” A brasileira Giuliana Morgen que na sexta-feira havia conquistado a 4ª posição no XCC, fez o XCO correndo atrás do grupo principal, terminando na 17ª posição e em18º lugar na CG.
Treudler varreu a temporada: 8 vitórias no XCO
Dominador, absoluto, o mais forte, a lista de adjetivos para descrever a ótima campanha do suíço Finn Treudler é grande, como foram as suas oito vitórias no XCO, em dez etapas disputadas.
Com os títulos gerais do XCC e do XCO garantidíssimos por antecipação, Treudler não sentiu pressão, e após um short track onde esteve muito marcado e teve uma vitória apertada, no XCO conseguiu impor seu ritmo a partir da primeira volta no circuito principal e fez uma corrida solo.
Na volta de largada, no circuito de 2 km Treudler foi acompanhado por seu compatriota Maxime Lhomme , a dupla abriu uma vantagem de 11 segundos. Porém o estilo do campeão é de ir ao ataque e abrir caminho, assim na primeira volta no circuito principal já rodava sozinho. Na terceira volta, sua vantagem sobre o grupo era 43 segundos, enquanto a disputa pelo pódio começava a tomar forma.
O dinamarquês Heby Gustav Pedersen (Wilier-Vittoria Factory Team) fez uma largada mais lenta e teve que lutar para sair da sétima posição na largada. Pedersen subiu para segundo na terceira volta e seu ritmo serviu para reduzir o grupo.

O francês Naël Rouffiac (Scott Creuse Oxygene Gueret) mostrou um bom ritmo no desafiador percurso de Mont-Sainte-Anne, e cresceu na prova saindo da 20ª posição na largada, com a terceira e quarta voltas sendo as mais rápidas do pelotão, e com isso entrando na briga pelo pódio na penúltima volta. No entanto, Pedersen tinha energia de sobra e não querendo correr riscos, acelerou para fazer a volta mais rápida do dia.
Treudler viu vantagem cair para 29 segundos devido à batalha atrás, mas uma margem que não comprometeria o resultado. Pederson em segundo, 3 segundos à frente de Rouffiac em terceiro.

Após mais uma vitória, Treudler disse: “Significa muito, foi uma ótima temporada. Estou superfeliz por terminar desta forma. Foi uma temporada fantástica. Gostei muito da pista este ano. As subidas me agradaram muito e consegui me esforçar bastante hoje. Foi um dia muito bom novamente e estou muito feliz com a minha vitória. Vou tentar ser o melhor possível, estou seguindo meu caminho e vou tentar ser a melhor versão de mim mesmo. O sucesso será resultado disso.”
COPA DO MUNDO XCO – MONT-SAINTE-ANNE 🇨🇦 #10
Elite Feminina – 46 competidoras de 19 países
Circuito: volta de abertura 2km + 6 voltas x3.7km = 24.20km
1- Jenny RISSVEDS 🇸🇪 – Canyon CLLCTV XCO – 1h20m35s – vel. média 18.015 km/h
2- Samara MAXWELL 🇳🇿 – Decathlon Ford Racing Team +3m30s
3- Evie RICHARDS 🇬🇧 – Trek Factory Racing-Pirelli +4m07s


Elite Masculina – 68 competidores de 18 países
Circuito: volta de abertura 2km + 7 voltas x 3.7km = 27.90km
1- Charlie ALDRIDGE 🇬🇧 – Cannondale Factory Racing – 1h21m41s – vel. media 20.490 km/h
2- Martin VIDAURRE 🇨🇱 – Specialized Factory Racing +11s
3- Mathis AZZARO 🇫🇷 – Origene Racing Division +20s
Sub23 Feminina – 44competidoras de 16 países
Circuito: volta de abertura 2km + 5 voltas x3.7km = 20.50km
1- Isabella HOLMGREN 🇨🇦 – 1h14m49s – vel. média 16.440 km/h
2- Vida LOPEZ DE SAN ROMAN 🇺🇸 – Trinity Racing +37s
3- Valentina CORVI 🇮🇹 – Canyon CLLCTV XCO +47s
17- Giuliana MORGEN 🇧🇷 – Trek Future Racing +4m37s


Sub23 Masculina – 73 competidores de 19 países
Circuito: volta de abertura 2km + 6 voltas x3.7km = 24.20km
1-Finn TREUDLER 🇨🇭 – Cube Factory Racing – 1h13m11s – vel. media 19.840 km/h
2 Heby Gustav PEDERSEN 🇩🇰 – Wilier-Vittoria Factory Team + 29s
3- Naël ROUFFIAC 🇫🇷 +32s
Classificação Geral após 10 etapas (2x🇧🇷 | 🇨🇿 | 🇦🇹 | 🇮🇹 |🇦🇩 | 🇫🇷 | 🇨🇭 | 🇺🇸 |🇨🇦 )
Elite Feminina
🥇Samara MAXWELL 🇳🇿- Decathlon Ford Racing Team – 2341
🥈 Jenny RISSVEDS 🇸🇪 – Canyon CLLCTV XCO – 2250
🥉 Alessandra KELLER 🇨🇭 – Thömus Maxon – 1890
49 – Karen OLÍMPIO 🇧🇷 – Soul Extreme Racing Team – 148
51- Raiza GOULÃO 🇧🇷 – 141
63 – Hercília NAJARA 🇧🇷 – 80
65- Sabrina OLIVEIRA 🇧🇷 – Caloi-Henrique Avancini Racing -61
67- Liege WALTER 🇧🇷- 53
73- Isabella LACERDA 🇧🇷 -44
82- Iara CAETANO 🇧🇷- 27
Elite Masculina
🥇 Christopher BLEVINS 🇺🇸 Specialized Factory Racing – 1996
🥈 Martin VIDAURRE 🇨🇱 – Specialized Factory Racing – 1695
🥉 Luca MARTIN 🇫🇷 – Cannondale Factory Racing – 1546
38- Ulan GALINSKI 🇧🇷 – Caloi-Henrique Avancini Racing – 473
51- Alex MALACARNE 🇧🇷 – Specialized Racing BR – 277
66- Gustavo XAVIER 🇧🇷 – Specialized Racing BR
75 – José Gabriel MARQUES 🇧🇷 – Soul Extreme Racing Team – 63
93- Shermann TREZZA 🇧🇷 – 20
96- Luiz COCUZZI 🇧🇷 – 19 97- Nicolas MACHADO 🇧🇷 – 18
Sub23 Feminina
🥇 Valentina CORVI 🇮🇹 – Canyon CLLCTV XCO – 1019
🥈 Vida LOPEZ DE SAN ROMAN 🇺🇸 – Trinity Racing – 841
🥉 Ella MACPHEE 🇨🇦 – Wilier-Vittoria Factory Team – 804
18- Giuliana MORGEN 🇧🇷 – Trek Future Racing – 457
47- Luiza COCUZZI 🇧🇷 – 95
63- Carolina FERREIRA 🇧🇷 -63
81- Gabriela FEROLLA 🇧🇷 – 34


Sub23 masculina
🥇Finn TREUDLER 🇨🇭 – Cube Factory Racing – 1510
🥈Rens TEUNISSEN VAN MANEN 🇳🇱 – KMC RIDLEY mtb Racing Team – 909
🥉 Heby Gustav PEDERSEN 🇩🇰 – Wilier-Vittoria Factory Team – 907
71- Eiki LEONCIO 🇧🇷 – Caloi-Henrique Avancini Racing -72
74- Guilherme GALVÃO 🇧🇷 – 67
80- Gustavo ROMA 🇧🇷 – 58
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara