A vitória veio no pedal. Com o melhor ciclismo entre os profissionais, o argentino Luciano Taccone abriu boa vantagem e manteve o ritmo na corrida para vencer o 70.3 no Rio de Janeiro. A francesa Julie Iemmolo abriu mais de 7 minutos de vantagem no ciclismo e mesmo perdendo algum tempo na corrida para Pamella Oliveira conseguiu a vitória

Na disputa pelo primeiro lugar da Elite IronMan 70.3 Rio de Janeiro 2025, os triatletas dos estrangeiros fizeram a diferença em cima da bicicleta e levaram a melhor na competição.
Em uma das etapas mais disputadas dos últimos tempos, o argentino Luciano Taccone, que venceu o IronMan Brasil em junho, confirmou seu favoritismo entre os homens e foi o primeiro a cruzar a linha de chegada na Marina da Glória, com o tempo de 3h31min24s. No feminino, a francesa Julie Iemmolo, recordista da distância IronMan em seu país, surpreendeu a todos e ganhou em sua primeira participação no Brasil, com a marca de 4min01min23s.
Para os dois vencedores do Itaú BBA IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro, o bom desempenho no ciclismo deu a possibilidade de abrir uma boa vantagem e entrar com uma boa margem de segurança na corrida para assegurar a primeira colocação.
O triatlo nacional garantiu o vice nos dois gêneros. O paulista Reinaldo Colucci, bicampeão no IronMan 70.3 Rio de Janeiro em 2016 e 2018, quando a prova era disputada no Recreio dos Bandeirantes, ficou com o segundo lugar, num sprint emocionante com outros dois brasileiros, Fernando Toldi e André Lopes. Colucci fez a prova em 3h35min44s, terminando dois segundos à frente de Toldi, 3h45min46s. Já Pamella Oliveira ficou em segundo com o tempo de 4h05min29s, seguida pela argentina Romina Biagioli, 4h14min32s.
Luciano Taccone vive, sem dúvida, um momento mágico. Na disputa deste domingo, o argentino conseguiu uma vitória maiúscula, que o posiciona como um dos melhores da América do Sul na atualidade.

“Encantador esse percurso e vencer em minha primeira vez na prova é muito legal. Consegui nadar bem e saímos todos muito juntos para o pedal. Tive um problema no ciclismo, mas consegui me recuperar e voltar bem. Só poderia estar feliz com esse resultado, especialmente depois da vitória em Florianópolis e com o recorde da prova”, destacou o argentino.
Colucci destacou a disputa acirrada da prova e o bom desempenho do argentino. “Formou um grupo grande na bicicleta desde o começo, o Luciano, no primeiro túnel, teve problema na corrente, que caiu. Ele demorou um pouquinho de novo para encostar na gente, mas chegou e já passou muito forte. Senti que não estava num dia para seguir no mesmo ritmo e tive de ficar com o pessoal e fazer meu ritmo na bike. Na corrida, eu comecei muito bem, mas, a partir do meio da corrida, comecei a sentir um pouco de desconforto estomacal, então eu tive que dar uma administrada. Acabou que tive que deixar para o sprint para definir a segunda colocação, mas eu estava bem confiante que, mesmo chegando no final, se fosse apertado eu conseguiria garantir o segundo lugar, e foi o que deu para hoje”, destacou.
Primeira vez competindo no Brasil e vencendo
No feminino, as brasileiras Pamella e Djenifer foram as primeiras a completar a natação. Mas no ciclismo, a francesa Julie Immolo e Djenifer passaram a se alternar na liderança, até que a brasileira teve de abandonar por conta de problemas mecânicos. Com isso, Julie se isolou na liderança, fez a corrida sozinha, e mesmo fazendo uma corrida mais lenta que Pamella ainda conseguiu manter uma vantagem de 4m08s e assegurar a primeira posição.

“É a primeira vez que corro no Brasil. Já vim para o Rio de Janeiro há três anos, mas apenas para férias. Conheço os pontos turísticos, lugares como Pão de Açúcar e tudo mais, mas é a primeira vez que participo de um triatlo aqui. É maravilhoso poder ter uma corrida tão técnica. A vista da bike era simplesmente incrível. Quando voltei, vi o Cristo Redentor e pensei: ‘Uau’. Sem nuvens, sol. Foi perfeito. Então, sim, foi um prazer poder correr aqui. Com relação à prova, me senti muito bem na bike hoje. Eu estava forte e, depois, decidi ir sozinha na corrida, porque estava sozinha. E sim, estou orgulhosa de poder fazer uma performance dessas sozinha”, declarou.
Pamella Oliveira festejou o segundo lugar em uma jornada conturbada. “Foi um dia um pouco complicado. Foi um dia também que eu não imaginei que faria uma prova tão solitária. Geralmente, com essa quantidade de mulheres e meninas fortes, sempre ia acontecer muita dinâmica, mas eu acabei sozinha o tempo todo, porque após puxar a natação acabei ficando sozinha na bike, correndo sozinha. Tive alguns descuidos na transição, minha sacola enrolou toda, demorei, o tempinho que ganhei da DJ ali correndo, acabei perdendo e eu sabia que eu precisava subir na bike com ela para não deixar ela abrir ali nos primeiros quilômetros, mas foi difícil, não deu. Ainda acreditei até o final, mas realmente estávamos um pouco longe. Foi um espetáculo maravilhoso, o percurso eu adorei, a galera como sempre, sempre puxando a gente e o dia também foi ótimo, então foi uma vitória pessoal”, declarou.
IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro
Pro Masculino
1- Luciano Taccone 🇦🇷 – 🏊♀️14m05s – 🚵♂️2h00m38s – 🏃1h11m32s – 03h31m24s
2- Reinaldo Colucci 🇧🇷 – 🏊♀️14m08 – 🚵♂️2h03m49s – 🏃1h12m46s – 3h35m44s
3- Fernando Toldi 🇧🇷- 🏊♀️14m06 – 🚵♂️2h03m45s – 🏃1h12m59s – 3h35m46
Pro Feminino
1- Julie Iemmolo 🇫🇷 – 🏊14m26s – 🚵♀️2h16m07s – 🏃♀️1h25m09s – 4h01m23s
2- Pamella Oliveira 🇧🇷- 🏊14m03s – 🚵♀️2h23m11s – 🏃♀️1h22m44s – 4h05m29s
3- Romina Biagioli 🇦🇷 – 🏊15m20s – 🚵♀️2h28m17s – 🏃♀️1h24m45s – 4h14m32s
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara