E-bikes mantém a tendência de crescimento na participação no volume total de bicicletas produzidas em Manaus, no primeiro semestre de 2025. Estradeiras e bicicletas de Gravel tiveram um aumento da produção em junho e há sinais de aquecimento no mercado para modelos abaixo de R$ 2,4 mil
Com números dentro da estimativa para 2025, de chegar à produção total de 320 mil bicicletas até o final do ano, as fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM e ligadas à Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), produziram 180.533 unidades no primeiro semestre deste ano, uma queda de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O volume de bicicletas elétricas vem mantendo o crescimento; no semestre foram 18,223 mil unidades, volume 122,6% superior ao registrado de janeiro a junho de 2024. Em quantidade, elas ainda representam 10,1% do total de bicicletas produzidas em Manaus.
“No acumulado do ano, as bicicletas elétricas já representaram 10,1% do volume total produzido, ocupando a quarta posição entre os modelos mais fabricados no Polo Industrial de Manaus. Atualmente, as associadas oferecem 45 modelos ao consumidor”, explica o vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Fernando Rocha.
As bicicletas do tipo mountain bike – que englobam desde os modelos de entrada ao topo de linha, ainda é a categoria mais produzida, e no primeiro semestre foram 94.386 unidades, representando 52,3% do volume total, porém com uma redução de -9,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A seguir vem os modelos do tipo Urbana/Lazer com 19,7% da produção e uma queda de -9,8% se comparado a 2024, a terceira posição é dos modelos Infantojuvenil com 14,3% do total.

Os modelos do nicho Estrada/Gravel tiveram uma participação de 3,6% do total produzido; apesar de não terem dado um salto quantitativo na comparação entre o primeiro semestre de 2024 e 2025, no mês de junho tiveram uma maior produção, com 1477 bicicletas, um crescimento de 111% em comparação ao mês de maio/2025, e de 46,7% quando comparados os números de junho do ano passado.,
Na apresentação desses números, Fernando Rocha trouxe um dado importante, mesmo sem divulgar números, destacou a percepção de que o mercado está aquecido para as bicicletas de entrada, abaixo dos 2.4 mil reais. Uma grade fatia do mercado, onde a concorrência é muito grande e fabricantes e montadores se digladiam por oferecer o menor preço e onde há várias opções para o consumidor que deve estar atendo à qualidade, tanto de montagem quando dos componentes que equipam essas bicicletas.
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara