A tecnologia do sistema de telemetria da BYB é uma aliada no desempenho e na calibragem dos sistemas de suspensão para bicicletas e graças a ela é possível conhecer os vários motivos para se fazer a revisão da suspensão da bicicleta – sem essa de esquecer ou deixar pra depois, pois isso pode trazer consequências ao seu equipamento

Apesar de serem equipamentos de preço elevado em uma mountain bike (agora também em alguns modelos de gravel e e-bikes), tanto a suspensão dianteira quando a traseira – ou Shock – muitas vezes são postas de lado na hora se fazer a manutenção da bicicleta, esquecendo que a falta de cuidados pode resultar em um desgaste excessivo, redução do desempenho e em muitos casos redução da vida útil do equipamento.
Deixar de lado ou prolongar o prazo de manutenção da suspensão pode ser uma má ideia. Mas aí vem a dúvida: qual é a hora certa de dar especial atenção ao equipamento?
A tecnologia contribuiu para ficarmos atentos e fornece dados que revelam o quanto uma suspensão realmente trabalha, o sistema de telemetria da BYB revela números surpreendentes.
“Recentemente fizemos uma sessão de telemetria com alguns pilotos no Mobai (ndr.: Mobai Bike land -é um bike park localizado em São José dos Campos/SP) , e o trabalho que a suspensão realizou realmente nos chamou a atenção. Neste teste, percebemos que, em um pedal de apenas 6.1 km, a suspensão dianteira percorreu um total de 195 metros, enquanto o shock trabalhou por um total de 77,8 metros”, afirmou Caique Pereira, especialista da Escola Park Tool responsável pelos cursos de Telemetria e Telemetria Expert.
Para leigos os números de forma aleatória podem não ter importância e aí pode-se deixar pra lá uma revisão, mas segundo a avalição de Pereira esses dados trazem informações, muito uteis: “Isso quer dizer que, no total, o tubo da haste do garfo percorreu quase 200 metros deslizando sobre os raspadores e buchas. Agora, imagine o dano que isso pode causar em um sistema sem lubrificação — ou pior: com contaminações por terra ou areia”

Um caso como este citado por um profissional capacitado mostra como uma suspensão trabalha – e esticar o prazo das revisões não é exatamente uma boa ideia. Além do deslizamento da haste do garfo, outros dados se destacaram nesta avaliação, como a velocidade média de funcionamento e a quantidade de vezes em que a suspensão foi acionada.
“Quando a suspensão atinge um buraco, acontece a compressão. Nesta avaliação, que nem foi tão intensa assim, a velocidade máxima da compressão ficou em cerca de 4041 mm/s (14,5 Km/h), e a suspensão foi comprimida por mais de 24 mil vezes, com o shock sendo acionado quase 20 mil vezes. Ou seja: em pouco mais de 5Km, todos os mecanismos da suspensão trabalharam milhares de vezes, gerando calor e atrito”, explicou o instrutor; imagine isso em longas jornadas de pedal e deixando as manutenções de lado, não seguindo as instruções do fabricante para os períodos corretos ou mesmo depois de levar o equipamento a situações extremas como uso na areia ou em lamaçais.
Como isso se conecta com a nossa bicicleta?
Todos esses dados, extraídos apenas de uma página de análise da Telemetria BYB, deixam claro que a suspensão da bicicleta é extremamente exigida, e qualquer descuido na manutenção pode comprometer seu desempenho e durabilidade.
A ciência por trás da telemetria não apenas reforça a importância da revisão preventiva, como também evidencia o impacto real que o uso contínuo tem sobre os componentes.
Para se especializar em Telemetria para bicicletas e ir além de um simples ajustes da suspensão, a Escola Park Tool desenvolveu dois cursos Telemetria e Telemetria Expert onde será possível aprender como melhorar o desempenho do sistema de amortecimento – otimizando a relação de cada individuo e terreno onde se utiliza a bicicleta.
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara