VUELTA CICLISTA DEL URUGUAY: ACRS CYCLING ESTREIA COM 2 VITÓRIAS E VINICIUS RANGEL TERMINA EM 2ª NA CG

Equipe catarinense ACRS Cycling em sua estreia internacional venceu duas etapas, uma com Metzger que também levou o Premio de la Cima e outra com Magno Prado Nazaret.  A outra equipe brasileira, a Swift Pro Cycling teve como destaque a João Pedro Rossi e Vinicius Rangel vestiram a camisa amarela de líder, mas o sonho se desmanchou com o vento cruzado e as ‘escaleras’ da penúltima etapa, mas ainda deu para garantir o segundo lugar na CG e por equipes

Swift Carbon e ACRS Cycling na ponta do pelotão na 8ª etapa – foto: Miguel Angel Gutiérrez/Uruguay Ciclismo Total

Em sua estreia internacional, a equipe ACRS Cycling Team/Royal Ciclo/Audax, de Rio do Sul/SC, encerrou sua participação na 80ª Vuelta Ciclista del Uruguay – Volta do Uruguai –  retornando para casa com a primeira posição no Premio de la Cima – como é denominada a classificação de montanha –  com o rio-sulense Gabriel Metzger. O ciclista de 23 anos é fruto do sólido trabalho de base da equipe comandada por Alair Xavier.

Metzger, vitória na 7ª etapa e camisa do Premio de la Cima – líder de montanha – foto: Rodrigo Philips

A mistura dos experientes Magno Prado e Marcio May, voltando ao país vizinho 26 anos depois de encerrar sua carreira, com jovens talentos como Metzger, mostrou-se muito efetiva ao longo dos 10 dias de competição. A combatividade da equipe e a destacada atuação do jovem Metzeger, somada à vitória de Magno na 5 etapa receberam destaque na imprensa local, afinal a equipe subiu 12 vezes ao pódio nas 12 etapas disputadas ao longo dos 10 dias de competição. A competição percorreu 1.700km com largadas e/ou chegadas em 14 cidades.

Combatividade chamou a atenção de adversários

A equipe começou se destacando logo na primeira etapa, com Guilherme Wisnieski conquistou a camisa verde de líder de sprints logo na primeira jornada e manteve a liderança durante três etapas.

A forte seleção venezuelana teve como destaque o campeão pan-americano em São José dos Campos’2024 Leangel Linares que venceu 3 etapas e ainda ganhou a camisa de regularidade e de sprinter, e ficou com a classificação geral por equipes, com 2m37s de vantagem sobre a Swift Carbon.

João Pedro Rossi, assumiu a camisa de líder após a 5ª etapa e a manteve até o final da 6ª foto: Miguel Angel Gutiérrez/Uruguay Ciclismo Total

Metzger assumiu a camisa vermelha do Prêmio Cima (prêmio de montanha) na etapa 5B e sustentou até o final. Magno subiu no pódio também como o ciclista mais combativo (camisa azul) na etapa 2B e foi destaque em fugas, assim como Alex Melo e sua longa escapada com outros quatro estrangeiros na nona etapa.

A  ACRS Cycling  rodou sob forte marcação após a vitória épica de Metzger na sétima etapa e assumir a vice-liderança da classificação geral individual. A equipe ocupou a vice-liderança por equipes e individual até a penúltima etapa, apenas 12 segundos atrás da forte seleção da Venezuela.

“Até o penúltimo dia brigamos pelo título na classificação geral individual e por equipes. Voltamos para o Brasil com o Prêmio Cima. Nossos ciclistas se superaram e colhemos grandes frutos. Foi muito gratificante lutar de igual para igual com outras equipes de tradição. A prova tem 80 edições e tem muita relevância no calendário sul-americano. O Márcio concluiu muito bem na geral. Fomos além de nossos objetivos”, disse Alair Xavier, coordenador técnico da equipe. O próximo compromisso da equipe  será nos dias 3 e 4 de maio na Copa Hans Fischer, em Pomerode/SC, prova válida para o rankings catarinense e também contando pontos para o ranking nacional.

Com as classificações praticamente consolidadas desde a penúltima etapa castigada pelo vento forte e com uma fuga determinante que garantiu a vitória e a camisa de líder ao uruguaio Anderson Maldonado, a vitória da última etapa com  chegada em Montevideu, na Rambla à beira do Rio da Prata e  em frente ao Casino Carrasco, onde um grande público presenciou a  vitória do uruguaio Leonel Rodriguez

Rangel vestiu a camisa amarela de líder na 7ª etapa, mas na 9ª etapa mudou de dono – foto: Rodrigo Philips

A classificação geral ficou com  o uruguaio Anderson Maldonado  do Club Náutico, que terminou as 12 etapas com o tempo de 36h06min26s; 16 segundos atrás, na segunda posição ficou o Vinícius Rangel (Swift Pro Cycling), a 16 segundos. A terceira posição, a 20 segundos do líder, terminou o  venezuelano Francisco Peñuela que também conquistou a , correndo pela seleção do seu país, mas que ao longo do ano defende a equipe espanhola Caja Rural, aproveitou a volta  para fazer a preparação para o Pan-Americano de Estrada que será disputado em Punta del Este, também no Uruguai, partir de 24/04.

A superação de Márcio May

Márcio May, que não disputava a corrida há 26 anos, dedicou entre 13 e 14 horas de treinos semanais, incluindo gravel. Muito bem preparado, o desempenho de May superou as próprias expectativas e terminou a prova na 23ª colocação na CG , a 8min36s do vencedor e à frente de muitos jovens ciclistas.

O catarinense terminou todas as etapas no pelotão principal e mostrou que ainda tem fôlego para andar em longas fugas. “Eu quase não me lembrava como é difícil pedalar com vento contra e com vento cruzado na escalera cerrada”, mas um dos segredos da Volta do Uruguai e saber entrar nas ‘escaleras’ e ao que parece Márcio não desaprendeu.

Márcio May, de pé nos pedais, 26 anos depois voltou ao Uruguai e terminou em uma honrosa 23ª posição – foto: Rodrigo Philips

A contrarrelógio individual mostrou que o esforço de madrugar seis dias por semana às  4h30 valeu a pena. May fez o 30º tempo entre os 127 ciclistas e ganhou quatro posições na geral. “A crono individual serviu para me lembrar que a prova contra o cronômetro é sempre um sofrimento”, disse.

May reviveu a experiência de uma corrida com 10 etapas e mais 2 sub-etapas, com jornadas longas e assoladas pelo famoso vento uruguaio que força a formação das decisivas ‘escaleras’. Ele queria relembrar a emoção de correr para uma multidão apaixonada pelo ciclismo, que lota as ruas para ver de perto a corrida e encontrar seus ídolos, a volta por lá faz parte da cultura e semana de Páscoa é semana de ciclismo naquele país.

O catarinense, vice-campeão da edição de 1997, foi destaque na imprensa uruguaia, sendo entrevistado por jornalistas de meios impressos, rádios e tv. O público buscava o brasileiro para autógrafos e selfies. A jornada da equipe foi acompanhada de perto pelo fotógrafo Rodrigo Philipps, que prepara um documentário sobre o revival do ciclista numa das corridas mais tradicionais das Américas.

May completa 53 anos no próximo dia 22 de maio e o sentimento de missão cumprida em Montevidéu foi acompanhado da emoção do reencontro com a esposa Luciane que foi de Brusque/SC a Montevidéu, exclusivamente para ver de perto a festa.

“Reencontrar a Luciane no meio daquela multidão alegre foi o momento mais emocionante da prova para mim”, resumiu May.

A prova começou no dia 11 de abril com 149 ciclistas de 27 equipes e terminou no domingo de Páscoa (20 de abril) com 115 ciclistas de 22 equipes.

Pódio da Volta do Uruguai com Vinicius Rangel em 2º, Anderson Maldonado em 1º e Francisco Peñuela em 3º – foto: Rodrigo Philips

Vuelta Ciclista del Uruguay

1 – Anderson Maldonado 🇺🇾 –Club Náutico – 36h06min26s
2 – Vinícius Rangel 🇧🇷 – Swift Pro Cycling + 16s
3 – Francisco Peñuela 🇻🇪 –Seleção da Venezuela + 20s
4 – Andres Gutierrez 🇺🇾 –Club Audax + 54s
5 – Ignacio Sanchez 🇺🇾 –– Punta del Este +1m20s
6 – Lucas Gaday 🇦🇷 – Dolores Cycles Club + 1m21s
7 – Alan Presa 🇺🇾 – Cerro Largo +1m33s
8 – Leangel Linarez 🇻🇪 – Seleção da Venezuela +2m34s
9 – Roderyck Asconeguy 🇺🇾– Club Audax + 2m55s
10 – Gabriel Metzger 🇧🇷 – ACRS /Royal Ciclo/Audax + 3m04s

11- João Pedro Rossi 🇧🇷 – Swift Pro Cycling +3m11s

12- Otávio Gonzeli 🇧🇷 – Swift Pro Cycling +3m13
15 – Alex Melo 🇧🇷 – ACRS /Royal Ciclo/Audax + 3m51s

20- Gabriel Souza 🇧🇷 – Swift Pro Cycling +6m40s
21 – Gabriel Wisnieski 🇧🇷 – ACRS /Royal Ciclo/Audax + 6m47s
23 – Márcio May 🇧🇷– ACRS /Royal Ciclo/Audax + 8m36s

27- Joel Marx 🇧🇷 – Swift Pro Cycling +9m11s

33- Kacio Fonseca 🇧🇷 – Swift Pro Cycling +11m19s

Chegada na ‘Rambla’ à beira do Rio da Prata em Montevidéu – foto: foto: Rodrigo Philips

Vencedores de Etapas

Etapa 1 – Montevideo > Rocha –  184,2 km – Leangel Linares 🇻🇪 – 4h57m17s

Etapa 2 – A –  Treinta y Tres – CRE– contrarrelógio por equipes – 8 km – Swift Pro Cycling 🇧🇷 – 9m18s

               B – Treinta y Tres>Melo – 108,7 km – Leangel Linares 🇻🇪 – 2h38m49s

Etapa 3 – Caraguatá>Tacuarembo – 113,8 km – Juan Zimmerman 🇺🇾 – 1h11m15s

Etapa 4  – Tacuarembó>Paysandu – 192,4 km – – Leangel Linares 🇻🇪 – 3h55m11s

Etapa 5 –  A – Paysandu – CRI – contrarrelógio individual – 15 km – Agustin Alonso🇺🇾 – 18m50s94

                B – Paysandu>Mercedes – 138,3 km – Diego Rodriguez🇺🇾 – 3h01m40s

Etapa 6 – Mercedes>Carmelo – 196,3 km – Magno Prado Nazaret 🇧🇷 – 4h20m21s

Etapa 7 – Agraciada>Durazno – 192,7 km – Gabriel Metzger 🇧🇷 – 4h28m28s

Etapa 8 – Durazno>Paso de los Toros>Trinidad – 175,8 km – – Diego Rodriguez🇺🇾 – 4h07m29s

Etapa 9 – Santa Lucia>Maldonado – 164,7 km – Anderson Maldonado🇺🇾 – 3h34m06s

Etapa 10 – Maldonado>Montevideo – 145 km – Diego Rodriguez🇺🇾 – 3h19m25s

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