Hans Becking e Wout Alleman não estavam com vontade de presentear a etapa 3 para nenhum dos rivais, assim a dupla Buff Megamo venceu sua quarta etapa consecutiva da 4Islands 2025. Vestindo a camisa amarela superaram no sprint a Metallurgica Veneta MTB Pro 2 e a KTM Spada Powered by Brenta Brakes para manter sua invencibilidade. Na prova feminina, a sequência de vitórias da Cannondale ISB Sport continuou em Krk. Monica Calderon e Tessa Kortekaas aumentaram vantagem para 6m25s sobre a à frente da Safari Essence Efficient Insure o que, salvo um imprevisto no último dia, as deixa com a vitória geral

Sem dar margem ou aliviar o ritmo para os adversários, a dupla camisa amarela da Buff Megamo, nesta sexta-feira (18/04) manteve sua sequência de vitórias – mas desta vez Hans Becking e Wout Alleman precisaram bater guidão pra vencer em um sprint complexo disputado por seis ciclistas de três duplas.
As líderes da prova feminina da UCI, Monica Calderon e Tessa Kortekaas, colocaram de lado as dúvidas sobre o cansaço ou problemas de saúde da hispano-holandesa e venceram pela margem mais expressiva da semana.
A 3ª etapa do 4Islands Epic historicamente apresenta a icônica largada com o grupo de competidores saindo da balsa e, em 2025, a etapa começou no barco no porto de Valbiska. O percurso de 64 quilômetros, com 1.300 metros de subida, levou as equipes a uma árdua jornada rumo ao sul. Felizmente, os ventos de sudeste que sopraram durante os três primeiros dias do evento se acalmaram durante o dia, e as duplas não enfrentaram vento contrário durante toda a etapa. Mesmo assim, o percurso até Baška não foi fácil, especialmente com a subida de quase 40 quilômetros do Acampamento Ježevac até o ponto mais alto do Planalto da Lua.
Na subida, ritmo constante para ampliar a vantagem
Embora nem tudo tenha sido uma subida implacável, durante a ascensão, a tendencia foi gradual e inexorável. Isso foi vantajoso para Calderón e Kortekaas, que conseguiram transformar uma vantagem de 20 segundos após 17 quilômetros em uma vantagem de 85 segundos após 31 quilômetros e, finalmente, alcançar a vitória da etapa, com uma margem de 6 minutos e 25 segundos.
Kortekaas começou a etapa, nervosa com o que o dia poderia reservar. “Ontem foi difícil para mim – só saberei quando estiver na bicicleta se hoje terei pernas ou não”, disse a campeã espanhola de maratona pouco antes da largada. No entanto, ficou claro desde o início que ela tinha pernas não apenas para vencer a etapa, mas também para conquistar o tempo que ela e Calderón precisavam para converter sua boa liderança em uma vantagem dominante.

“A Etapa 1 foi bem difícil para mim”, explicou Kortekaas após a Etapa 3. “Foi muito curta e explosiva. Então, acho que gastei muita energia, acumulei bastante fadiga e tive que compensar isso ontem. Não me senti muito bem, embora melhor do que na primeira etapa. Mas senti que precisava controlar, e só tinha uma velocidade. Não consegui ir mais rápido, mas também não consegui ir mais devagar. No final, salvamos o dia. Hoje, estou muito feliz com as sensações. Muito, muito melhor do que nos últimos dois dias. Tive potência, me sentindo forte do começo ao fim.”
“Estávamos confiantes nas trilhas com a vantagem que conquistamos, porque eu sabia que, com a velocidade e a potência que estávamos pressionando, as outras não conseguiriam nos seguir”, continuou ela. A avaliação de Kortekaas se mostrou totalmente precisa e, chegando à etapa final, a equipe Cannondale ISB Sport lidera com 7 minutos e 54 segundos de vantagem sobre Bianca Haw e Vera Looser, que ficaram em segundo lugar no dia. Costanza Fasolis e Pilar Fernández, da Cannondale ISB Sport 2, estão em terceiro.

“Oito minutos. Uau. Então, sim, muita confiança para amanhã”, sorriu Kortekaas. “A melhor coisa de ter uma diferença tão grande é que ela funciona como um seguro contra tudo o que ainda pode acontecer. Agora nos sentimos um pouco mais seguros e, nas descidas, podemos ir com calma e não correr muitos riscos. Então, sim, estamos ansiosos para a última etapa, para manter as camisas nos ombros e levar tudo para casa.”
Becking e Alleman à toda força para o sprint
A chegada da prova masculina, se comparada aos dias anteriores foi atípica, com muito mais disputa e com os líderes sendo testados. “Hoje, novamente, fomos muito, muito rápidos desde o início, e depois não sei bem quais foram as táticas das outras equipes. Foi rápido, lento, rápido, lento e, durante todo o tempo, foi um pouco doloroso”, explicou Becking, sobre como ele e Alleman acabaram indo para a linha de chegada com as duplas Metallurgica Veneta MTB Pro 2 e KTM Spada Powered by Brenta Brakes. “Mas quando chegamos à linha de chegada, eu disse ao Wout (Alleman): Presentes são de Natal, então vamos sptintar com os caras e acelerar a todo vapor.”

“Comecei o sprint na última posição, o que não foi perfeito, mas vi aquele cara amarelo (referindo-se a Alleman) na frente do grupo e sabia que precisava chegar à linha de chegada antes dele! Essa foi a motivação”.
A vitória foi a quarta consecutiva da Buff Megamo na corrida. Jacopo Billi e Andrea Candeago cruzaram a linha de chegada em segundo, logo à frente de Nicolas e Lorenzo Samparisi que ontem haviam recebido uma dura punição por receberem auxílio externo, porém não se abalaram ao serem levados ao fundo da CG e mantiveram-se firmes na disputa da etapa. A Hexatri e a Klimatiza Orbea também fizeram sua disputa guidão a guidão com sprint pelo quarto lugar, com Pierre Billaud e Théo Dupras superando Sebastian Gesche e Roberto Bou Martin.

A dupla adversária mais próxima de Becking e Alleman na classificação geral, a KTM Spada Powered by Brenta Brakes 2, ficou em sexto no dia, cedendo 68 segundos.
Chegando à etapa final, Becking e Alleman estão 7 minutos e 45 segundos à frente de Nicholas Pettinà e Ramon Vantaggiato. Billaud e Dupras estão 30 segundos atrás, em terceiro, e tentarão subir um degrau no pódio da CG na Etapa 4.

O último dia da décima edição do 4Islands Epic também acontece em Krk, em percurso de 71 quilômetros saindo e chegando no porto de Baška. A primeira subida da etapa é uma desafiadora até o Planalto da Lua, logo acima da Baía de Baška, e pode dividir os competidores logo nos 5 quilômetros iniciais. Caso contrário, a subida até a Capela de São Cristóvão e a subida final da corrida oferecem a oportunidade para os possíveis vencedores da etapa fazerem a diferença. Os 12 quilômetros finais são todos em descida e, se as equipes começarem a descida juntas, há todas as chances de uma nova chegada em sprint.
4Islands Epic
Etapa 3- Krk- Valbiska>Baska – 64 km – 1300 m de elevação
Elite Maculina UCI
1- Buff Megamo – Hans Becking 🇳🇱 e Wout Alleman 🇧🇪 – 2h53m39s
2- Metallurgica Veneta MTB Pro2 – Jacopo Billi 🇮🇹 e Andrea Candeago 🇮🇹 – m.t.
3- KTM Spada Powered by Brenta Brakes – Nicolas e Lorenzo Samparisi 🇮🇹 +1s
4- Hexatri – Pierre Bilaud 🇫🇷 e Theo Dupras 🇫🇷 +59s
5- – Klimatiza Orbea – Sebastian Gesche 🇨🇱 e Roberto Bou 🇪🇸 +59s
Elite Feminina UCI
1- Cannondale ISB Sport: Mónica Calderón 🇨🇴 e Tessa Kortekaas 🇪🇸 -3h03m54s
2- Safari Essence Efficient Insure – Bianca Haw 🇿🇦 e Vera Looser 🇳🇦 +6m25s
3- Cannondale ISB Sport 2 – Costanza Fasolis 🇮🇹 e Pilar Fernández 🇪🇸 +7m55s
4- Velo Kartell – Claudia Krenn 🇦🇹 e Nina Gunther 🇩🇪 +31m28s
5- Jura-Valais – Laura Tissières 🇨🇭 e Sandra Stadelmann 🇨🇭 +31m28s
Mundo Bici Mundo Bici – Por George Panara