ARAXÁ2 XCO: ACONTECEU DE NOVO – SPZ TOMA O PÓDIO E RISSVEDS EMPLACA MAIS UMA VITÓRIA NO BRASIL

Em uma disputa apertadíssima em um novo circuito que deixou a corrida mais embolada, trio da Specialized Factory Racing –  Blevins, Vidaurre e Boichis –  domina o pódio de Araxá, e desta vez foi mais complicado, mas jogaram tudo na última volta para tomar as três posições. Galinski repete o ótimo 12º lugar da semana anterior. Jenny Rissveds, a mais forte desde a largada, venceu mais uma vez no Brasil. Na Sub23 Isabella Holmgren com 100% de aproveitamento em Araxá, e Giugiu Morgen teve um excelente desempenho chegando na 7ª posição, entre os garotos Finn Treudler dominou mais uma vez o XCO

Specialized Factory Racing no comando com os 4 integrantes da equipe no comando do pelotão - foto: Fabio Piva/Red Bull Content Pool
Spz no comando do grupo – Vidaurre, Boichis, Koretzky e Blevins – foto: Fabio Piva/Red Bull Content Pool

Na elite feminina Jenny Rissvesd usou toda sua experiência para escapar das adversárias na quarta volta para fazer uma prova solo e vencer. A neozelandesa Samara Maxwell, vencedora do XCO da semana passada destacou do pelotão perseguidor e para assumir o segundo lugar, e Evie Richards acusando o desgaste do XCC e recuperando-se um acidente no início da prova ficou com o terceiro lugar.

O percurso desenhado para a segunda etapa de Araxá mudou o jeito da corrida, as subidas curtas e intensas foram substituídas por uma longa e desgastante subida; com isso o circuito perdeu velocidade, ficou mais duro e com alguns trechos técnicos diferentes ou enfrentados pelo ‘outro lado’ como foi no trecho das raízes, na disputa isso se traduziu em grupos mais quebrados e maiores diferenças entre os competidores.

RISSVEDS MAIS UMA VITÓRIA NO BRASIL

Uma vitória surpreendente de Jenny Rissveds após um ataque solo chegou à quarta vitória em etapas da Copa do Mundo – com um detalhe é a sua segunda conquista no Brasil, pois no ano passado ela venceu a prova de Mairiporã, além disso foi no Rio de Janeiro que ela conquistou seu ouro olímpico.

O calor de Araxá e a subida íngreme transformaram a prova em uma corrida desgastante, com pouca diferença entre as principais competidoras ao longo da corrida.

Rissveds em fuga solitária atravessa o trecho técnico de raízes – foto: UCI-WBD-Michal Cerveny

A neozelandesa Samara Maxwell vencedora do XCO na semana passada, entrou confiantena corrida e buscou o comando do pelotão durante a tensão das primeiras pedaladas.

A longa subida somada ao calor faria seleção, e na segunda das nove voltas o pelotão se dividia em grupos, à frente Rissveds, Maxwell, Loana Lecomte e um pouco mais atrás Ronja Blöchlinger, Laura Stigger, Candice Lill as demais vinham em grupos cortados com mais de 12 segundos de diferença.

Na terceira volta houve um reagrupamento, a descida e o trecho plano davam chance para o pelotão tentar encostar, mas Rissveds, Maxwell e Lecomte forçavam o ritmo e com isso rompiam novamente o grupo, mas a sueca começou a se distanciar pouco a pouco.

Rissveds não baixava o ritmo na subida, e na quinta volta sua vantagem era de 34 segundos para Maxwell que além de buscar uma boa colocação na etapa tinha por objetivo manter a camisa de líder da Copa do Mundo, assim atacou o grupo perseguidor em busca de Rissveds, mas teve dificuldades para se distanciar de Jennifer Jackson, Evie Richards, Tamara Wiedmann e Loana Lecomte.

Enquanto atrás lutavam por posições Rissveds abria caminho e ampliava a vantagem. Atrás Wiedmann e Lecomte sofriam as consequências de forçar o ritmo e sentiam o calor escaldante, já que o grupo perseguidor permaneceu praticamente unido e forçando o ritmo para tentar encurtar a vantagem da ponteira.

Evie Richards chegou com força ao final da prova colocando-se em 3ª posição – foto: Fabio Piva/Red Bull Content Pool

Porém na penúltima volta apenas Wiedmann, Jackson e Maxwell permaneciam juntas e na volta seguinte e derradeira teriam a companhia de Evie Richards. 

Maxwell atacou a subida para abrir vantagem sobre suas adversarias diretas o que lhe deu margem para chegar na segunda posição, atrás Richards aproveitou o trecho final em piso plano para arrancar e tomar a terceira posição.

Com uma vitória após uma fuga em solitário, Rissveds comentou “É novidade para mim estar tão sozinha em uma corrida da Copa do Mundo. Estou ganhando confiança, o que é muito bom e um grande avanço em relação ao último final de semana. Queria ficar com o grupo no começo e depois tentei encontrar meu ritmo. Talvez eu tenha escapado cedo demais, mas não tão cedo quanto no fim de semana passado, e acho que foi inteligente”.

Jenny Risveeds tem bom desempenho quando corre no Brasil - além da medalha de ouro na Rio 2016, venceu 2 etapas da Copa do Mundo  - foto: UCI-WBD-Michal Cerveny
Rissveds tem 4 vitórias em etapas da Copa do Mundo, e 2 foram conquistadas no Brasil – foto: UCI-WBD-Michal Cerveny

Falando sobre trabalhar sua confiança, Rissveds acrescentou: “Estou trabalhando nisso em todas as corridas. Acho que todos nós fazemos isso. Podemos parecer confiantes, mas acho que todos temos algumas dúvidas.”

MAIS UMA VEZ UM TRIO DA SPZ

Após a aula de mountain bike da semana passada, onde a Specialized Factory Racing colocou todos seus homens para trabalhar em busca da vitória (e da tomada do pódio), uma semana depois tentaram e conseguiram, mas desta vez a disputa com os adversários foi muito mais intensa.

A Specialized tentou repetir a vitória da semana passada, atacando de cara na subida, mas o grupo principal não deu espaço para a fuga. O campeão alemão Luca Schwarzbauer foi um dos que tentou neutralizar o quarteto da Specialized Factory Racing indo para a ponta do grupo. Simone Avondetto se posicionou entre os homens da Specialized Factory Racing neutralizando o poder da equipe, enquanto Luke Moir e Filippo Colombo também davam combate no grupo da frente.

Blevins com Koretzky e Vidaurre em sua roda, ao lado o alemão Schwarzbauer tentando neutralizar o trabalho da equipe – foto: Fabio Piva/Red Bull Content Pool

Boichis parecia estar sofrendo com o calor na metade da prova, perdeu terreno indo para um segundo grupo, deixando os companheiros de equipe da Specialized Factory Racing – Koretzky, Vidaurre e Blevins –  em um grupo líder de quatro, junto com Avondetto. No entanto, Boichis reagiu e arrastou o segundo grupo de volta para a roda de seus companheiros de equipe, com esse movimentoum grupo líder maior se formava.

Após resistir aos ataques da Specialized Factory Racing, Avondetto foi para a ponta na sétima passagem pela subida, mas a descida rápida permitiu que o grupo líder se reagrupasse em um bloco de  10 ciclistas.

A corrida ainda estava aberta e deu espaço para ataques de alguns ‘franco-atiradores’ como o suíço Fabio Puntener  que atacou pela zona de alimentação na penúltima volta, enquanto a Specialized Factory Racing parecia estar perdendo o controle da frente.  Vidaurre reagiu e atacou no topo da subida, sendo perseguido pelos companheiros de equipe Blevins e Boichis na descida.

Na última volta, Puntener atacou mais uma vez pela zona de alimentação, porém logo foi neutralizado pelo quarteto  da  Specialized Factory Racing que tomou a ponta na subida final – liderada por Blevins e Boichis.

Koretzky que corria em busca de sua segunda vitória consecutiva sentiu a aceleração dos companheiros e perdeu terreno na subida, indo parar no grupo que disputava espaço guidão a guidão com Avondetto, Sarrou e o surpreendente sul-africano Luke Moir. Á frente Boichis buscava abrir vantagem na descida

Vidaurre e Boichis forçam o ritmo à frente do pelotão – foto: Fabio Piva/Red Bull Content Pool

O líder da categoria, Koretzky, foi o primeiro a ceder na subida e caiu no pelotão enquanto seu companheiro de equipe, Boichis, atacava na descida.

O trio – Boichis, Blevins e Vidaurre chega praticamente unido aos metros finais – pesou a hierarquia da casa com Vidaurre e Boichis titubeando para arrancar, enquanto Blevins qua havia vencido o XCC no dia anterior tomava à frente, com isso o chileno aproveitou para tomar o segundo lugar.

“Foi tudo confuso, adoro esse tipo de corrida em que tudo acontece ao mesmo tempo e você tem que se manter concentrado”, disse Blevins.

Blevins teve uma segunda etapa da Copa do Mundo perfeita em Araxá- venceu o XCC na sexta e o XCO no sábado – foto: UCI-WBD-Michal Cerveny

“O aspecto da equipe, o Adrien Boichis, quando ele me ultrapassou naquela subida, nunca conheci um garoto com mais entusiasmo do que ele, ele é simplesmente brilhante. Tive que me esforçar muito para ficar com ele. O Martin [Vidaurre] fez uma corrida intensa, incrível.”

Blevins ainda comentou a forma de correr em equipe: “É uma sensação muito boa fazer isso com a equipe. Estávamos tão unidos como um todo, que havia algo especial nas quatro camisas vermelhas na frente. Quando todos nos pressionamos, é como ferro afiando ferro, e é difícil descobrir exatamente o que fazer com as táticas da equipe. Ter quatro camisas vermelhas na frente está mudando a forma como corremos.”

Com uma etapa perfeita, vencendo o XCC e o XCC, Blevins lidera a Classificação Geral , avaliou a situação: “Vou encarar corrida por corrida. É um ano longo e muita coisa pode mudar. Só preciso seguir meu processo, como faria se não corresse bem neste fim de semana. Vou me concentrar na próxima, quero muito ter um bom desempenho na Europa, então esse é meu objetivo agora.”

GALINSKI SE MANTÉM ENTRE OS MELHORES

O baiano Ulan Galinski tem aproveitado muito bem a oportunidade de ‘correr em casa’, o estimulo da torcida e uma abordagem muito centrada da corrida o colocaram mais uma vez na 12ª posição na prova de cross country olímpico – repetindo o resultado da semana anterior  e colocando-se na 14ª posição na classificação geral.

Galinski repete o bom desempenho na 2ª  etapa da Copa do Mundo de XCO  com o 12º lugar - foto: Fabio Piva/Red Bull Content Pool
Galinski repete o bom desempenho na 2ª etapa da Copa do Mundo de XCO com o 12º lugar foto: Fabio Piva/Red Bull Content Pool

Ao final da prova, Galinski comentou sua participação nas duas etapas da Copa do Mundo em Araxá: “Muito feliz em manter a consistência. Senti que dei um passo adiante a nível mundial esse ano e concretizar isso hoje é um bom sinal. O caminho ao topo do mundo é longo, mas vamos continuar trabalhando duro para chegar lá. Agradeço demais o carinho de todos, a energia de todos. É muito especial correr em Araxá e a torcida me empurrou para conquistar esses excelentes resultados nessas duas etapas”

Gustavo Xavier e Alex Malacarne não repetiram a mesma boa atuação da semana passada quando terminaram em 10º e 11º , talvez o circuito mais duro não tenha se encaixado nas características de ambos que terminaram em 43º e 30º.

SUB23: HOLMGREN 100% DE APROVEITAMENTO E TREUDLER SE FIRMA NA LIDERANÇA

A canadense Isabella Holmgren deve estar com a sensação de que Araxá é a sua casa. Em dois finais de semana, quatro vitórias (XCC+XCO)

A campeã do mundo sub23, que no dia anterior venceu o XCC, não tem medo de se colocar à frente do grupo e abrir caminho, seu nível neste começo de temporada está bem acima das demais adversárias e nesta segunda etapa da Copa do Mundo de XCO apenas a italiana Valentina Corvi conseguiu acompanhar o seu ritmo por quatro das sete voltas da competição.

Isabella Holmgren em 2 finais de semana em Araxá venceu as 4 provas disputadas 2XCC+2XCO – foto: UCI-WBD-Michal Cerveny

Na semana passada Holmgren e Corvi já tinham corrido de forma muito parecida à de hoje, procuraram trabalhar juntas e isso durou até a metade da prova. Na quinta das sete voltas que Holmgren aumentou o ritmo nas subidas íngremes e rapidamente conquistou uma vantagem de 15 segundos.

A italiana Sara Cortinovis e a canadense Ella Macphee rodando um pouco mais atrás, mas com ritmo consistente conseguiram se destacar de um segundo grupo, e assim disputaram a última vaga no pódio.

Holmgren não diminiu o ritmo e terminou 50 segundos à frente de Corvi, enquanto Macphee teve potência suficiente na última volta para antecipar o sprint e cruzar na terceira posição superando a italiana Cortinovis .

“Adorei cada segundo. Queria ver como a corrida se desenrolaria. Trabalhamos muito bem juntos nas primeiras voltas, abrindo uma vantagem maior. Percebi que estava colocando ela sob pressão, então fui com tudo e criei a vantagem”, disse a líder da Copa do Mundo Sub23.

O público brasileiro foi ao delírio com a participação de Giuliana Morgen, que conquistou a 7ª colocação em uma prova desgastante, obteve o melhor resultado entre as brasileiras nas duas etapas da Copa do Mundo disputadas em Araxá.

Finn Treudler venceu a etapa de abertura da Copa do Mundo UCI XCO no último fim de semana e deu mais uma demonstração de maestria para manter sua boa fase.

Descontes com o grande grupo de competidores que rodavam na frente, na segunda das oito voltas, a dupla da Cube Factory Racing, Treudler e Nikolaj Hougs, decidiu ir para o ataque e rapidamente abriram 17segundos de vantagem sobre o grupo.

O trabalho da dupla Treudler/Hougs funcionou, foram se revezando pelas trilhas e abriram uma boa vantagem sobre o grupo de 7 perseguidores. Porém era claro que o suíço tinha mais pernas que o dinamarquês e na quarta volta, Treudler já rodava sozinho na frente.

A tentativa de acompanhar seu companheiro de equipe minou as energias de Houg e em trecho técnico de mata caiu, perdendo ainda mais tempo, ficando atrás dos perseguidores e, consequentemente, fora da disputa pelo pódio.

O grupo perseguidor se dividiu na penúltima volta, com o norueguês William Handley e Elian Paccagnella abrindo caminho em busca do pódio.

Campeão europeu e líder da Copa do Mundo, Treudler venceu com facilidade a 2ª etapa da Copa do Mundo de Araxáfoto: UCI-WBD-Michal Cerveny

O campeão europeu Treudler comemorou tranquilamente sua segunda vitória no XCO de Araxá, com Handley chegando em 2º abrindo vantagem de 16 segundos sobre Paccagnela, o 3º colocado.

“Eu queria abrir uma vantagem logo no início para correr no meu próprio ritmo.  Sabia que podia ir rápido nas subidas e tentei manter a segurança nas descidas, com todas as pedras afiadas e tudo mais. Foi superdifícil, principalmente quando te passam os tempos, nunca se sabe, às vezes a diferença aumenta, às vezes diminui. Eu só tentei me concentrar e no final deu certo”, comentou o Treudler, que lidera a Copa do Mundo com 300 pontos, seguido pelo italiano Paccagnela e pelo dinamarquês Pedersen empatados com 201.
O melhor desempenho entre os brasileiros foi de Guilherme Galvão, que terminou na 28ª posição. Na sequência, vieram Gustavo Roma (32°), Eiki Leôncio (33°), Vinicius Howe (36°) e Rafael Beghelli (38°)

Copa do Mundo MTB XCO – Araxá#2

Elite Feminina – 44 competidoras de 19 países

Circuito 3.69 km x 9 voltas = 33.21 km

1- Jenny Rissveds 🇸🇪 – Canyon CLLCTV XCO – 1h26m59s – vel. média 22.906 km/h

2- Samara Maxwell 🇳🇿 – Decathlon Ford Racing Team – +28s

3- Evie Richards 🇬🇧 – Trek Factory Racing +34s

28- Karen Olímpio 🇧🇷 – Soul Extreme Racing Team +5m38s

30- Raiza Goulão 🇧🇷 +6m08s

39- Hercília Najara  🇧🇷  -3voltas

41- Sabrina Oliveira 🇧🇷  – Caloi-Henrique Avancini Racing  -4voltas

42- Liege Walter 🇧🇷  -5voltas

43- Luiza de Souza 🇧🇷  -6voltas

Elite Masculina – 75 competidores de 23 países

Circuito 3.89 km x 9 voltas = 35.01 km

1- Christopher Blevins 🇺🇸 – Specialized Factory Racing – 1h22m42s

2- Martin Vidaurre 🇨🇱 – Specialized Factory Racing +2s

3- Adrien Boichis 🇫🇷 – Specialized Factory Racing +3s

12- Ulan Galinski 🇧🇷 – Caloi-Henrique Avancini Racing +1m15s

30- Alex Malacarne 🇧🇷 – Specialized Racing BR +3m03s

43- Gustavo Xavier 🇧🇷 – Specialized Racing BR +5m26s

49- José Gabriel Marques 🇧🇷 – Soul Extreme Racing +6m52s

50- Nicolas Machado 🇧🇷  +7m04s

55- Mario Couto 🇧🇷   +6m26s

58- Sherman Trezza 🇧🇷   +6m41s

60- Luiz Henrique Cocuzzi 🇧🇷 +6m10s

Sub23 Feminina -32 competidoras de 18 países

Circuito 3.69 km x 7 voltas = 25.83 km

1- Isabella Holmgren  🇨🇦 – 1h09m19s – vel. média 22.356 km/h

2- Valentina Corvi 🇮🇹  – Canyon CLLCTV XCO +50s

3- Ella MacPhee 🇨🇦 – Willier-Vittoria Factory Team +1m19s

7- Giuliana Morgen 🇧🇷 +3m07s

26- Luiza Cocuzzi 🇧🇷  -1volta

30- Carolina Ferreira🇧🇷  -2voltas

DNF- Gabriela Ferolla 🇧🇷 – não completou

Sub23 Masculina – 41 competidores de 19 países

Circuito 3.69 km x 8 voltas = 29.52 km

1- Finn Treudler 🇨🇭 – Cube Factory Racing – 1h03m32s – vel. media 26.086 km/h

2- William Handley 🇳🇴  +35s

3- Elian Paccagnela 🇮🇹 –  Willier-Vittoria Factory Team +51s

27- Guilherme Galvão 🇧🇷 +4m46

32- Gustavo Roma 🇧🇷  +6m55s

33- Eiki Leoncio 🇧🇷 – Caloi-Henrique Avancini Racing +6m59s

36- Howe Vinicius 🇧  – Soul Extreme Racing  -1volta

38– Rafael Assis 🇧🇷  -4voltas

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